Paladar

Chez Saul – 09.03.2007 – Original Shundi

10 março 2007 | 12:55 por Jamil Chade

No Original Shundi, cozinha japonesa de primeira com balada. São três ambientes muito caprichados com música que vai ganhando intensidade com o passar das horas. No dia da visita, bossa nova e clássicos americanos por volta das 21h30. Por volta da meia noite, o volume cresceu bastante e o rock já começava. Imagino o que viria depois.

Shundi Kobayashi empresta seu nome a duas casas na mesma rua, Shundi Tomodachi e Original Shundi. Ele também passou mais ou menos recentemente pelo muito bom Hanadoki e passou muito rapidamente ainda pelo pequeno rodízio Fujiyama, na Faria Lima.

Shundi e seu colega Koji participam de uma dança das cadeiras meio complicada. Os dois trabalharam juntos no Hanadoki, Shundi deixou a casa e foi substituído por Koji. Posteriormente, Koji assumiu o sushibar do Shundi Tomodachi, quando este deixou o restaurante. Os dois profissionais trabalharam juntos durante muito tempo, têm o mesmo estilo, gostam de usar ingredientes importados e caros e agora disputam os clientes na badalada Mário Ferraz.

O Original Shundi é bem moderno e tem vocação boêmia, vai até as duas da madrugada. Na entrada, um bar com poltronas e mesas rebaixadas. Em seguida, o salão formal, com o belo balcão, mesas muito bem postas e, ao fundo, outro ambiente com pista de dança e com um profissional comandando a música (deve ser o que chamam de DJ).

Shundi continua trabalhando muito bem e propondo muitos ingredientes especiais e importados (conseqüentemente, caros).

O especial Shundi (R$ 120) é uma sucessão de iguarias, entre as quais podem aparecer: carpaccio de polvo com mini-polvo (muito bem temperado com um toque de curry, R$ 25 se pedido separadamente).

Filhotes de enguia (R$ 12 a porção): agulhão levemente grelhado em crosta de gergelim (uma delícia, com molho meio adocicado, R$ 30 se pedido separadamente).

Guyoza de camarão (delicioso e um pouco gorduroso); salada de vieiras com barbatana de tubarão); sushi de shimeji (envolto por peixe); centolla (espetacular esse caranguejo chileno, que se pedido individualmente custa R$ 130, o quilo).

Água viva numa forma de limão; cavalinha da Noruega marinada (deliciosa); lula japonesa com ovas de peixe esverdeadas (sem gosto, gelatinosa) e uramaki de enguia (delicioso esse sushi com o arroz por fora e um molho um pouquinho doce).

Mariscos muito bem temperados com um agradável toque de limão, (kurague, R$ 12 se pedido individualmente); ovas de salmão (ikura, R$ 18 a porção individual), mexilhão da Nova Zelândia (R$ 30 a porção individual); mini polvo (delicioso, bem durinho); água viva servida na forma de limão (sem muito gosto) e vieiras grelhadas com shimeji e pimenta rosa.

Boa seleção de peixes para sushis e sashimis, entre os quais agulhão (R$ 8 o par de sushis se pedido em par, muito gostoso), robalo (R$ 8 o par de sushis), olho-de-boi (buri, R$ o par), atum (R$ 8), salmão (delicioso, doce, R$ 8) e tainha.

Nos almoços, também um bufê a R$ 35.

Cardápio grande meio complicado. Os pratos são descritos em 13 cartões, de acordo com o tipo (teppan, sushis, sashimis, tempuras, uramakis e assim por diante). Quem joga baralho vai encontrar mais facilidade para escolher.

Carta de vinhos fraca. Vinhos de uma só importadora descritos corretamente em outros cartões individuais. Nenhum espumante nacional de bom nível para acompanhar os sushis. Cervejas estrangeiras ou de um só fabricante nacional (Kaiser).

Onde: R. Dr. Mário Ferraz,490, Itaim-Bibi, 3079-0736 (90 lug.).

Quando: 11h30/15h e 20h/2h (dom., 13/23h. Fecha 2ª).

Cc.: todos. Couv.: não tem. Manob.: 13.

Ficou com água na boca?