Paladar

Elite dos Espumantes Nacionais

16 dezembro 2007 | 21:10 por Jamil Chade

O Champagne e os bons espumantes são convidados muito bem-vindos nas festas de fim de ano. É a época das borbulhas, nacionais ou importadas. Assim, vamos reproduzir aqui no Blog as matérias que fiz para o Paladar sobre os espumantes nacionais mais caros, sobre os de preços intermediários e, finalmente os mais baratos. Vamos começar pelos mais caros.

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Miolo Millesime Brut 2004
Onde encontrar: Televendas Miolo: 0800-970-4165.
Preço: R$ 45 (mínimo de 6 garrafas)
Cotação: 89/100.

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em novembro de 2007.

O mais caprichado espumante da ótima vinícola Miolo. O rótulo avisa que ele só vai aparecer nas boas safras, quando o clima colaborar, como aconteceu em 2004 e deverá se repetir em 2005. Feito pelo método tradicional, de segunda fermentação na garrafa com uvas de uma plantação da família, no Vale dos Vinhedos, município de Garibaldi, que é apontada como a capital do espumante no Brasil. Uvas: Chardonnay e Pinot Noir. Passou muitos meses com as borras antes de ser engarrafado. Amarelo concentrado, cor de vinho evoluído. Para quem gosta de espumantes concentrados, desses que enchem a boca e podem acompanhar muitos pratos. Não dos mais frescos, mas ainda refrescante. Na boca, algumas frutas tropicais como compota de abacaxi. Muito gostoso na boca. Cremoso, potente. 13% de álcool, que é o máximo permitido para espumantes no Brasil.

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Evidence – Salton
Onde encontrar: Casa Santa Luzia, Alameda Lorena, 1.471, Jardins, 3897-5000.
Preço: R$ 56
Cotação 89/100.

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em novembro de 2007.

Um espumante feito pelo sistema champanhês, de segunda fermentação na garrafa, utilizando as principais uvas francesas da região da Champagne, Chardonnay (majoritária) e Pinot Noir. Não é datada, mas o contra-rótulo dá a entender que ela foi engarrafada em fevereiro de 2006. Um espumante novo, portanto. Doze meses em contato com as borras após a fermentação. Espumante clarinho, com muita espuma, que perdurou no copo por um bom tempo. Aroma muito bom mesmo e potente. Um aroma fino, de frutas, talvez cítricas. Perfumado e gostoso. Na boca, muito cremoso e refrescante. O tipo do espumante bom para o aperitivo, para beber despreocupadamente e com muito prazer. Não encorpado, mas elegante e refrescante. Não dos mais longos, mas deixa uma sensação de boca gostosa, fresca. 12% de álcool.

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Excellence – Chandon
Onde encontrar: Empório Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, 3472-2082.
Preço: R$ 65
Cotação: 92/100.

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em novembro de 2007.

Um vinho não datado, mas evidentemente jovem. A Chandon mudou recentemente a garrafa que ficou mais achatada e larga. O único espumante desta série feito pelo sistema charmat, que não tem tanto prestígio. Nele a segunda fermentação acontece em grandes cubas e é mais rápida. Uma prova da importância da qualidade do vinho de base. Com um bom vinho de base pode-se fazer ótimos espumantes, como o Excellence, resultado de um corte tradicional de Chardonnay com Pinot Noir de vinhedos da empresa, em Garibaldi. Um espumante que se destaca mesmo é pela elegância. Bem clarinho, com reflexos esverdeados. Aroma doce, muito gostoso, com algo terroso. Na boca, elegante, refrescante e com gosto de “quero mais”. Não dos mais encorpados, mas tem estrutura para acompanhar vários pratos. Mas é melhor mesmo para beber despreocupadamente, mas prestando atenção à qualidade. Deixa sensação muito gostosa na boca 12% de álcool.

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Cave Geisse – Terroir Nature – 2006
Onde encontrar: Empório Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, 3472-2082.
Preço: R$ 89
Cotação: 91/100.

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em novembro de 2007.

Segundo o rótulo, “degolado”, isto é separado das borras e engarrafado, em 30 de julho de 2007. Portanto um espumante jovem, com todo seu vigor. Mário Geisse, o dono da vinícola é um enólogo conhecido e pode ser considerado um especialista em espumantes, pois trabalhou muito tempo na Chandon antes de fundar a sua vinícola em Pinto Bandeira, uma zona alta e fria. Faz espumantes com uvas de suas propriedades. Este é o melhor e mais caro da empresa feito com Chardonnay (62%) e Pinot Noir (38%). Segundo o rótulo, vinhedos de baixa produção. Cor de vinho evoluído e ótima perlage. Bolinhas finas, que subiam em cordões regulares. Um vinho refrescante, cremoso de bom corpo, equilibrado. Frutas tropicais na boca. Final de boca excelente. 12,5% de álcool.