Paladar

Porto Rubaiyat

Porto Rubaiyat

10 fevereiro 2007 | 23:53 por Jamil Chade

Porto Rubaiyat

A cozinha do novíssimo e espetacular Porto Rubaiyat tem na alta qualidade dos ingredientes básicos o seu ponto mais forte. Peixes e frutos do mar de primeira dispensam molhos e preparações complicadas.

O restaurante é grande e começou a todo vapor, já lotou no primeiro dia, propondo um cardápio bastante variado e completo, dominado amplamente pelos peixes e frutos do mar, alguns importados e caríssimos, mas também com algumas massas feitas na casa e carnes e aves da fazenda do proprietário, entre as quais cortes do “tropical Kobe beef”, um cruzamento do gado japonês wagyu com angus.

O restaurante continua cheio todos os dias.

O salão é mesmo espetacular, amplo, claro, com duas palmeiras parte central, pé direito alto, teto que deixa entrar luz natural, paredes com tijolos retirados de um terreiro de café e um painel de grandes fotos. Um projeto de Fernando Iglesias, da família dos proprietários.

Na entrada, uma “pulpera” galega serve saborosos e macios polvos cozidos ali mesmo num grande tacho de cobre e temperados com páprica. Nas feiras livres da Galícia, a figura da pulpera é mais do que tradicional. No bar da entrada, aquários com peixes e mariscos vivos atestam a qualidade da matéria prima.
Também exposição de peixes conservados em leito de gelo. Do aquário saíram as deliciosas ostras de Santa Catarina, que chegaram vivas, salgadas e com gosto de mar (R$ 33 a dúzia).

Excelentes os filés de anchova (aliche) do Cantábrico dispostas sobre macias fatias de pimentão assado na brasa (R$ 40).

Quase todos os pratos principais provados utilizaram ingredientes importados, começando pelos carabineros espanhóis (camarões grandes, vermelhos, com consistência peculiar, gelatinosa, que alguns poderão estranhar, R$ 139); filé de de congrio do Chile apenas grelhado no sal (delicado, delicioso e com ótima consistência, R$ 64) e mero grelhado (de ótima qualidade, mas passado demais, um pouco seco, R$ 88).

Bom, úmido o bem brasileiro pintado na brasa (R$ 61). Excelente ainda o arroz cremoso com frutos do mar (rico, com o arroz bomba, importado da Espanha, al dente, bem durinho R$ 75).

Numa segunda visita, num sábado, com o serviço mais entrosado, excelentes as angulas servidas frias, apenas com limão e azeite (R$ 185, 80 g.). As angulas são filhotes de enguia, fininhas, apreciadíssimas na Espanha. Belarmino diz que está vendendo essa especialidade ao mesmo preço do Porto Rubaiyat de Madri.

Muito bons ainda o mero grelhado (desta vez no ponto, durinho) e o linguado grelhado inteiro (linguado espanhol, R$ 66 e o nacional R$ 64).

Carta de vinhos ótima, no padrão das demais casas do grupo, com muitas opções a preços convidativos, quase iguais aos das importadoras.

O restaurante fica na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Jr, 1.142, esquina com a Rua Jusseape (tel.: 3077.1111). Funciona de 2ª a 6ª, das 12h às 15h e das 19h à 0h; sábado e domingo, das 12h à 0h. Aceita cartão Visa. O couvert custa R$ 14,50. Manobristas grátis.

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