Paladar

Viagem Chile – Viña Morandé

Viagem Chile – Viña Morandé

14 maio 2007 | 17:40 por Jamil Chade

Ainda a viagem ao Chile para provar os vinhos da Viña Morandé, que passaram por uma grande reformulação e estão de volta ao mercado brasileiro.

Pablo Morandé é um dos melhores e mais respeitados enólogos do Chile, famoso por ter “descoberto” o Valle de Casablanda, hoje a melhor zona para brancos e vinhos feitos com uvas que gostam de clima frio, como a Pinot Noir.

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Conheci Pablo quando ele ainda era enólogo da Concha y Toro, na década de 1970, quando nem se falava em Valle de Casablanca, que fica no caminho de Santiago para Viña del Mar.

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A família de Pablo tinha (e ainda tem) uma propriedade nesse vale e ele chegou à conclusão de que eram muitas as semelhanças com o clima de Carneros, na Califórnia, berço de grandes vinhos notadamente feitos com a Chardonnay. Casablanca fica próximo do Oceano Pacífico, de onde vêm as brisas frias e também a névoa, que funciona como um moderador do clima.

Em 1982, enfrentando o ceticismo de muitos, plantou 20 hectares nessa região fria e com água racionada.

Hoje, Casablanca tem 3. 829 hectares de vinhas, das quais, mais de 1.800 de Chardonnay e perto de 580 de Sauvignon. Entre as tintas, a Pinot Noir e a Merlot são as mais difundidas.

O nome de Morandé está ligado à Casablanca, mas ele desenvolveu vinhedos e passou a fazer vinhos com uvas de outras regiões, como Maipo, Rapel e Curicó.

Nos primeiro anos deste século, a Viña Morandé foi anexada ao grande e diversificado grupo do homem de negócios Juan Yarur, mas Pablo continuou como presidente da empresa e seu enólogo chefe.

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A Viña Morandé tinha um catálogo extenso, com vários rótulos com desenhos diferentes. Recentemente, essas linhas passaram por uma grande reformulação e os produtos foram catalogados em quatro linhas básicas:

– Morandé Pioneiro, vinhos básicos, baratos que custam 1.190 pesos na loja da vinícola;

– Morandé Reserva antiga linha Vitisterrra, cujos produtos custam 3.290 pesos na loja da bodega;

– Morandé Gran Reserva (conhecida antes pelo nome de Vitisterra, palavra que deverá desaparecer proximamente, 4.890 pesos);

– Morandé Edicción Limitada (vinhos de elite, caros, com preços perto dos oito mil pesos, com exceção do Carignan, o mais caro de todos – 27 mil pesos).

Há ainda um tinto de elite, o “ícone” da empresa, House of Morandé (24.900 pesos na origem) e também dois vinhos doces, de sobremesa, O Late Harvest e o Golden Harvest, ótimos, feitos com a Sauvignon Blanc.Todos ganharam rótulos novos, modernos, nos quais o nome Morandé aparece com mais destaque do que antigamente.

Neste ano, a Morandé colheu as primeiras uvas de um vinhedo realmente espetacular, chamado de Belém, em Casablanca. São perto de 144 hectares, muitos dos quais em colinas. Chardonnay, Pinot Noir e Merlot são as uvas mais plantadas.

Ficou com água na boca?