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12 bons vinhos de até R$ 50

Por Isabelle Moreira Lima

29 abril 2015 | 19:00 por redacaopaladar

Para o bom bebedor, nem sempre meia garrafa basta. Em tempos de crise só mesmo com uma boa indicação se consegue beber bem sem gastar tudo o que tem. E foi essa a ideia que motivou esta edição do Paladar. Os especialistas Guilherme Velloso e Marcel Miwa garimparam 12 vinhos de até R$ 50 nos supermercados da cidade – todos eles são importados pelos próprios supermercados. A seleção inclui bons tintos e brancos para o dia a dia, e não aqueles indicados para eventos especiais.

+ Não é preciso parar de beber vinho por causa do dólar alto

ETCHART PRIVADO TORRONTÉS 2013

Origem: Salta, Argentina

A Torrontés é a grande uva branca da Argentina. Os melhores exemplares vêm de Salta, como este Etchart. Mas atenção: Torrontés não agrada a todos. Produz vinhos aromáticos mas muito secos com um discreto amargor final. Neste exemplar correto e de preço convidativo, o amargor é imperceptível. Combina com sushi.

CREMASCHI FURLOTTI RESERVA MERLOT 2013

Origem: Vale del Loncomilla, Chile

A Merlot não tem, no Chile, a mesma popularidade da Cabernet Sauvignon ou da Carmenère. Mas produz ali vinhos redondos e macios, não muito encorpados, que vão melhor com massas do que com carnes. É o caso deste. Não passa por madeira, tem bom preço e só peca pelo pouco de álcool a mais.

QUINTA DA LIXA LOUREIRO COLHEITA 2014

Origem: Minho, Portugal

Os aromas predominantes são de limão siciliano, flores brancas e até algo mineral (talco). A agulha (leve frizante) é sutil. Na boca, os aromas florais se mostram mais intensos e há um toque salgado, que lhe dá complexidade.

FINCA SALAZAR BY PINUAGA TEMPRANILLO 2012

Origem: Castilla, Espanha

Tem aromas de frutas negras, especialmente de ameixa e cereja em compota. Este é um tinto que se mostra bastante robusto, com boa estrutura de taninos e fruta limpa, apesar de madura. Há algo de tosta no final que lembra chocolate. Uma boa aposta para dias de clima ameno ou mais frios.

VINHA DOS FREIRES BY VALLADO 2012

Origem: Douro, Portugal

O trio de castas típicas do Douro (Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional) dá um nariz limpo e repleto de frutas negras frescas a esse vinho que tem a assinatura de um ótimo produtor da região. Sem firulas de madeira e taninos, é um tinto sincero, bem feito e sem arestas, de boa complexidade e aromas limpos.

CLUB DES SOMMELIERS MONBAZILLAC 2009

Origem: Monbazillac, França

Preço: R$ 39,90, no Pão

Monbazillac é uma boa saída para quem não quer gastar num vinho doce de Sauternes. A região é vizinha e usa as mesmas castas que Sauternes: Sauvignon Blanc e Sémillon, também atacadas pelo fungo botrytis cinerea. No nariz, damasco seco, laranja confitada e mel. Untuosidade e doçura delicadas são equilibradas pela correta acidez.

NICOLAS SAUVIGNON BLANC 2013

Origem: Pays de Gascogne, França

No melhor estilo do menos é mais, este Sauvignon Blanc do sudoeste da França traz a identidade original da casta, muitas vezes perdida em versões tropicais do Novo Mundo. No nariz aparecem limão com ervas e grama. Os 11,5% de álcool mal se notam no conjunto, que também possui ótima acidez e nada de amargor. Ótima relação qualidade-preço, vale ter uma garrafa na geladeira.

DOMAINE BOUSQUET MALBEC 2014

Origem: Mendoza, Argentina

A Malbec deve sua popularidade ao fato de produzir vinhos com muita fruta, boa acidez, taninos macios, redondos e saborosos. A combinação pode ser encontrada em praticamente qualquer faixa de preço. Produzido por uma família francesa radicada em Mendoza, esse tinto não foge à regra. A soma de fruta madura e álcool resulta em dulçor final. Combina com carne grelhada.

TERRENOSTRE VITEVECCHIA DOLCETTO D’ALBA 2012

Origem: Piemonte, Itália

A Dolcetto, muito popular no Piemonte, produz vinhos simples e fáceis de beber, por isso bons para o dia a dia. Este exemplar é simples, rústico e algo diluído. Não impressiona, mas vai bem com massas com molho vermelho ou carnes ensopadas.

CHÂTEAU ROMEFORT BORDEAUX 2012

Origem: Bordeaux, França

Bordeaux é conhecida por seus crus classés, de qualidade indiscutível, mas preços cada vez mais astronômicos. Mas esses vinhos são minoria. A maioria absoluta são Bordeaux genéricos, de uvas de diferentes partes da região, que não indica as variedades que entram em sua composição. É o caso deste rótulo, um vinho simples, de corpo médio e sem arestas, que não faz feio à mesa.

ALIANÇA RESERVA DÃO 2011

Origem: Dão, Portugal

Tintos portugueses estão entre as melhores compras quando se considera a relação entre qualidade e preço do vinho. Menos famosos que seus conterrâneos do Douro e do Alentejo, os do Dão, berço da Touriga Nacional, costumam ser opção confiável. Este vinho de um grande e tradicional produtor da região, comprova a tese. Tem ótima acidez e bom corpo. O fato de ser levemente alcoólico não atrapalha. Vai bem com carnes vermelhas em geral.

BOTALCURA EL DELIRIO SYRAH/MALBEC2013

Origem: Maule, Chile

Preço: R$ 45,90, no St.-Marché

Aqui a pretensão é evidente, mas o vinho não desaponta. Os aromas de ameixa, framboesa, terra, baunilha e pimenta traduzem a complexidade aromática deste vinho. Eles vêm seguidos de boa estrutura, taninos finos e ótimo frescor. Além de funcionar sozinho, como aperitivo, este belo chileno é capaz de acompanhar uma série de pratos preparados com carne.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 30/4/2015

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