As melhores cachaças do Brasil são eleitas pelo 3º Ranking da Cúpula

O resultado do 3º Ranking da Cúpula da Cachaça você confere aqui em primeira mão: são 50 rótulos divididos em duas categorias, branca e ouro

Renata Mesquita - O Estado de S.Paulo

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De Analândia (SP)

“A cachaça mudou de lugar, saiu de baixo do balcão do bar e foi parar na prateleira, cheia de orgulho.” A frase dita pelo célebre bartender Derivan de Souza durante o 3º Ranking da Cúpula da Cachaça ilustra o momento que o destilado nacional vive. Depois de dois dias degustando às cegas as 50 marcas que chegaram à final da prova, o sentimento dos 12 jurados era o mesmo: a cachaça evoluiu, e muito. 

O resultado da prova realizada no último fim de semana - o ranking com as 50 melhores cachaças do Brasil - o Paladar revela aqui em primeira mão, inclusive para o time de jurados (que você conhece melhor no final da matéria). 

Cachaças já nas garrafas sem identificação prontas para a degustação às cegas Foto: Mateus Verzola

Neste ano, uma novidade, as cachaças foram divididas de acordo com o tipo de madeira em que estagiam, seu visual e a declaração no rótulo, em duas categorias, branca e ouro. A mudança é reflexo exato deste momento, o nível das cachaças – inclusive das branquinhas – subiu, e os produtos evoluíram. “Não dá mais para colocar tudo no mesmo saco”, afirma Dirley Fernandes, jurado e membro da Cúpula. “Está claro que os produtores estão cuidando melhor de suas cachaças, especialmente das brancas, que já competem entre si de forma justa” afirma Maurício Maia, presidente da Cúpula e blogueiro do Paladar.

A variedade é outro ponto alto: mais blends, mais madeiras nacionais, mais marcas. Pela primeira vez, uma cachaça do Norte entrou na lista, a Indiazinha, lançada no ano passado, de Abaetetuba, no Pará. O carvalho ainda impera, mas nesta mostra aparecem rótulos com jaqueira, jatobá e jequitibá. A aposta é que o eucalipto entre nessa lista.

+ Presidente da Cúpula da Cachaça analisa o resultado do ranking

Como foi a eleição? A etapa de Analândia foi a última do processo que começou em setembro do ano passado e movimentou mais de 40 mil pessoas na internet na primeira fase. Foi o dobro da última edição, que teve 23 mil votantes em 2016. Essa primeira etapa é aberta ao público para votar em três dos 1,1 mil rótulos participantes, ou seja, todas as cachaças que têm registro no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Ao final da primeira fase, 250 rótulos foram selecionados. Em seguida, eles passaram por um painel com 48 especialistas de cachaça de todo o País.

Eles elegem os 50 rótulos que formam o Ranking da Cúpula da Cachaça, realizado a cada dois anos. O trabalho dos 12 jurados que se reuniram na Cachaçaria Macaúva, em Analândia, foi analisar, em uma degustação às cegas, aspectos visuais, olfativos e sensoriais de cada uma das finalistas, estabelecer pontuações e, assim, definir as posições do ranking. 

A Cúpula da Cachaça se reúne todos os anos, mas o Ranking é feito bianualmente. Desde a primeira edição o Paladar publica o resultado em primeira mão. Em 2016, a grande vencedora foi a Porto Morretes Premium. Confira abaixo a lista de 2018! 

3º Ranking da Cúpula da Cachaça

As melhores cachaças ouro

1. Vale Verde 12 anos

Bicampeã, essa cachaça tem personalidade e sabores complexos. Seu uso da madeira remete ao bourbon. Tem excelente final de boca.

Onde: Betim (MG)

Nota: 88,4

Madeira: 12 anos no carvalho

Preço: R$ 797,50 (700 ml)

2. Magnífica Reserva Soleira

Chamam atenção as notas de especiarias e baunilha, típicas do carvalho, além de um leve frutado. A acidez é equilibrada. Para ter na prateleira. 

Onde: Vassouras (RJ)    

Nota: 87,9 

Madeira: 3 anos no carvalho (de 3 a mais de 10)

Preço: R$ 362,50 (700 ml)

3. Companheira Extra Premium

Lembra muito uísque americano, indicada para os fãs da bebida. 

Onde: Jandaia do Sul    (PR)    

Nota: 87,3

Madeira: 8 anos carvalho 

Preço: R$ 319 (700 ml)

4. Sebastiana Carvalho

Redonda, tem textura aveludada e sabor apurado. Para beber devagar– evolui no copo.

Onde: Américo Brasiliense (SP)    

Nota: 85,6 

Madeira: carvalho americano, pelo menos 3 anos

Preço: R$ 101,50 (500 ml)

5. Weber Haus Extra Premium Lt. 48

Consistente, tem álcool suave, aroma tostado com especiarias e uma nota vegetal interessante. Final longo.

Onde:  Ivoti (RS)

Nota: 85,5

Madeira: 5 anos no carvalho francês + 1 ano no bálsamo 

Preço: R$ 210 (700 ml) 

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

6. Weber Haus Amburana

Onde: Ivoti (RS)

Nota: 85,2

Madeira: 1 ano na amburana

Preço: R$ 76, 85 (700 ml)

7. Casa Bucco Envelhecida

Onde: Bento Gonçalves (RS)

Nota: 84,5 

Madeira: 6 anos em carvalho e bálsamo

Preço: R$ 166, 75 (750 ml)

8. Leandro Batista

Onde: Ivoti (RS)

Nota: 84,2

Madeira: amburana, bálsamo, canela sassafrás - um ano cada

Preço: R$ 87 (750 ml)

9. Middas Reserva

Onde: Adamantina (SP)

Nota: 84,1 

Madeira: carvalho francês, carvalho americano e amburana - no mínimo dois anos

Preço: R$ 340, 75 (700 ml)

10. Canarinha

Onde. Salinas (MG)    

Nota: 83,9 

Madeira: 2 anos no bálsamo

Preço: 169,65 (600 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

11. Werneck Safira Régia

Onde: Rio das Flores (RJ)

Madeira: de 4 a 5 anos no carvalho 

Nota: 83,5 

Preço: R$ 652,50 (700 ml)

12. Weber Haus Premium 7 Madeiras

Onde: Ivoti (RS)    

Nota: 83,3

Madeira: 2 anos em barris de carvalho francês, carvalho americano, bálsamo, cabriúva, amburana, grápia, canela sassafrás.

Preço: R$ 87 (750 ml)

13. Engenho São Luiz Extra Premium

Onde: Lençóis Paulista (SP)

Nota: 82,6 

Madeira: 36 meses no carvalho 

Preço: R$ 116 (600 ml)

14. Authoral Gold

Onde: Brasília (DF)

Nota: 82,1

Madeira: carvalhos francês e americano, bálsamo e cerejeira (soleira)

Preço: R$ 389, 75 (700 ml)

15. Cedro do Líbano Premium

Onde: São Gonçalo Amarante (CE)

Nota: 81,3

Madeira: 1 ano no carvalho americano

Preço: R$ 87 (500 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

16. Werneck Ouro

Onde:  Rio das Flores (RJ)

Nota: 81

Madeira: 2 anos no carvalho

Preço: R$ 123,25 (750 ml)

17. Anísio Santiago/Havana

Onde: Salinas (MG)

Nota: 80,9

Madeira: 8 anos no bálsamo

Preço: R$ 551 (600 ml)

18. Tabúa Flor de Ouro Exportação

Onde: Taiobeiras (MG)

Nota: 79,4

Madeira: 5 anos no bálsamo

Preço: R$ 69,60 (700 ml)

19. Indiazinha Flecha de Ouro

Onde. Abaetetuba (PA) 

Nota: 79,3

Madeira: amburana e castanheira 

Preço: R$ 98,25 (500 ml)

20. Princesa Isabel Sete Cores

Onde: Linhares (ES)    

Nota: 78,2 

Madeira: Jaqueira

Preço: R$ 65,25 (500 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

21. Claudionor

Onde: Januária (MG)    

Nota: 77,9

Madeira: 1 ano na amburana

Preço: R$ 56,55 (600 ml) 

22. Da Tulha Ouro

Onde: Mococa (SP)    

Nota: 76,8 

Madeira: 3 anos no carvalho

Preço: R$ 84,10 (750 ml) 

23. Da Quinta Amburana

Onde: Carmo (RJ)    

Nota: 76,2

Madeira: 1 ano na amburana

Preço: R$ 72,50 (500 ml)

24. Santo Grau Solera PX

Onde: Itirapuã    (SP)

Nota: 76,1 

Madeira: carvalho utilizado para amadurecer o mais antigo vinho de Jerez

Preço: R$ 152,25 (750 ml)

25. Sanhaçu Umburana

Onde: Chã Grande (PE)    

Nota: 76,0 

Madeira: 2 anos na amburana

Preço: R$ 130,50 (600 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

26. Pardin 3 Madeiras

Onde: Camanducaia(MG)    

Nota: 75,2* (*Desempate feito pelo critério de notas do quesito gustativo)

Madeira: carvalho, amburana e jequitibá 

Preço: R$ 210 (700 ml)

27. Porto Morretes Premium

Onde: Morretes (PR)    

Madeira: 3 anos no carvalho

Nota: 75,2* (*Desempate feito pelo critério de notas do quesito gustativo)

R$ 142,10 (700 ml)

28. Leblon

Onde: Patos de Minas (MG)

Nota: 74,6 

Madeira: carvalho

Preço: R$ 108,75 (750 ml)

29. Havaninha

Onde: Salinas (MG)    

Nota: 73,7 

Madeira: 6 anos no bálsamo

Preço: R$E# 210,25 (600 ml)

30. Colombina 10 anos

Onde: Alvinópolis (MG) 

Nota: 72,8 

Madeira: 10 anos no jatobá

Preço: R$ 333,50 (700 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

31. Magnífica Envelhecida

Onde: Vassouras (RJ)

Nota: 72,3 

Mareira: 2 anos no carvalho

Preço: R$ 101,50 (750 ml)

32. Matriarca Ouro Jaqueira

Onde: Caravelas (BA)     

Nota: 69,7 

Madeira: 2 anos na jaqueira

Preço: R$ 62,25 (680 ml)

33. Santo Grau Solera Cinco Botas

Onde: Itirapuã (SP)    

Nota: 69,1 

Madeira: carvalho utilizado para amadurecer vinho de Jerez 

Preço: R$ 153,40 (750 ml)

34. Santo Grau Itirapuã

Onde: Itirapuã (SP)

Nota: 68,8 

Madeira: carvalho e jequitibá

Preço: R$ 94,25 (750 ml)

35. Sebastiana Castanheira

Onde: Américo Brasiliense (SP)    

Nota: 67,6

Madeira: 1 ano na castanheira 

Preço: R$ 101,50 (500 ml)

36. Saliníssima

Onde: Salinas (MG)    

Nota: 64

Madeira: 2 anos no bálsamo 

Preço: R$ 37,70 (600 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

As melhores cachaças brancas

1. Princesa Isabel Aquarela

Excelente exemplo de branca complexa, com aroma herbáceo e frutado. 

Onde: Linhares (ES)    

Nota: 82,7 

Madeira: 3 anos Jequitibá 

Preço: R$ 64,25 (750 ml)

2. Sanhaçu Freijó

Com ótima viscosidade, esta cachaça traz a madeira bem trabalhada, que aparece de forma suave. Agrada iniciados e iniciantes. 

Onde: Chã Grande (PE)

Nota: 76

Madeira: 2 anos no freijó 

Preço: R$ R$ 94,25 (600 ml)

3. Tiê Prata      

Tem sabor marcante e é muito equilibrada. Vai bem pura ou em drinques. 

Onde: Aiuruoca (MG)    

Nota: 74

Preço: R$ 50,75 (670 ml)

4. Século XVIII Rótulo Azul     

Uma cachaça forte, com boa expressão de fruta da cana-de-açúcar. É garantia de uma experiência agradável.

Onde: Cel. Xavier Chaves (MG)

Nota: 72,9

Madeira: Inox

Preço: R$ 89,90 (670 ml)

5. Volúpia Freijó 

Com álcool suave, tem perfume agradável de madeira e sabor herbáceo marcante. Perfeita para iniciantes do estilo.

Onde: Alagoa Grande    (PB)    

Nota: 72,23

Madeira: 1 ano no Freijó 

Preço: R$ 50,75 (670 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

6. Engenho São Luiz Amendoim

Onde: Lençóis Paulista (SP)    

Nota: 72,17 

Madeira: seis meses no amendoim 

Preço: R$ 58 (600 ml)

 

7. Reserva do Nosco Prata

Onde: Resende (RJ)

Nota: 70,8

Madeira:

Preço: R$  71,05 (700 ml)

 

8. Serra Limpa     

Onde: Duas Estradas    (PB)    

Nota: 70,5

Madeira: 6 meses em freijó

Preço: R$ 36,25 (355 ml)

9. Coqueiro Prata

Onde: Paraty (RJ)    

Nota: 68,2 

Madeira: 2 anos amendoim 

Preço: R$81,20 (700 ml)

 

10. Da Quinta Branca      

Onde: Carmo (RJ)

Nota: 67,9 

Madeira: Inox

Preço: R$ 69,60 (500 ml)

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

11. Caracuípe Prata 

Onde: Campo Alegre    (AL)

Nota: 67,7

Madeira: 6 meses no jequitibá

Preço: R$ 108,75 (750 ml)

12. Nobre  

Onde: Sobrado (PB)    

Nota: 66,5

Madeira: inox

Preço: R$ 79,75 (500 ml)

13. Engenho Pequeno

Onde: Pirassununga (SP)    

Nota: 65,7 

Madeira: 2 anos no jequitibá rosa 

Preço: R$ 74,40 (750 ml)

14. Sebastiana Cristal    

Onde: Américo Brasiliense (SP)

Nota: 61,7

Madeira: 3 meses inox

Preço: R$ 55,10 (500 ml)      

  Foto: Tiago Queiroz|Estadão

                                                                          

* Preços checados na Rota do Acarajé em janeiro de 2018

Conheça os jurados 

Parte dos jurados da Cúpula da Cachaça Foto: Mateus Verzola

Nesta edição, o Ranking ganhou um novo jurado, Derivan de Souza, renomado bartender e um dos responsáveis pela internacionalização da caipirinha. Além deles, também participaram: Cesar Adames (especialista em destilados e tabaco, é consultor e professor), Dirley Fernandes (dirigiu o documentário Devotos da Cachaça (2010) e é autor do blog de mesmo nome), Erwin Weimann (químico, é responsável pela criação de várias cachaças e autor do livro Cachaça – A Bebida Brasileira), Glauco Mello Jr. (engenheiro químico especialista em fermentação alcoólica e na cadeia produtiva da cana), Leandro Batista (sommelier de cachaça, passou nove anos no restaurante Mocotó), Leandro Marelli (pós-doutor em tecnologia e no controle de qualidade de bebidas), Manoel Agostinho Lima Novo (consultor e autor do livro Viagem ao Mundo da Cachaça), Maurício Maia (jurado em concursos de destilados e autor do site O Cachacier), Milton Lima (dono da Cachaçaria Macaúva, em Analândia, e autor do site Cachaças.com), Nelson Duarte (mestre-alambiqueiro e autor do livro Cachaça de Alambique) e Sidnei Maschio (degustador e colecionador de cachaças).

Vale dizer que, nos produtos onde havia conflito de interesse da parte do jurado por este ter participação na elaboração da cachaça, as suas notas nos respectivos rótulos foram desconsideradas pelo estatístico.

 

Para saber tudo sobre cachaça: 

+ Como ler o rótulo de uma cachaça​

Tem copo certo para beber cachaça?

A diferença entre armazenada, envelhecida e premium

+ Quais aromas e sabores cada tipo de madeira dá à cachaça

Dicas para harmonizar cachaça e comida

+ Sua majestade, a caipirinha

Drinques com cachaça: nove receitas

Onde comprar as melhores cachaças do Brasil 

Todas as garrafas do Ranking podem ser encontradas:

  • Rota do Acarajé | R. Martim Francisco, 529, Santa Cecília. Tel.: 3668-6222
  • Emporio Chiappetta | Mercado Municipal de São Paulo - R. da Cantareira, 306, Centro. Tel.: 3228-1497
  • Também é possível encontrar algumas garrafas do Ranking: 
  • Empório Sagarana | Rua Aspicuelta, 271, Vila Madalena. Tel.: 3031-0816
  • Casa Santa Luzia | Alameda Lorena, 1471, Jardim Paulista. Tel.: 3897-5000

Aprenda a identificar uma boa cachaça

1 | 11 13 de setembro é o Dia Nacional da Cachaça. Para aprender a identificar no copo - a partir de visual, aromas e sabores - os bons rótulos da bebida mais brasileira de todas, siga os passos a seguir.   Foto: Tiago Queiroz/Estadão
2 | 11 Uma cachaça bem destilada é límpida, não pode ser turva. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
3 | 11 É como são chamadas as bolhas que se formam quando a cachaça entra em contato com o copo. Bolhas pequenas e em grande quantidade sinaliza boa destilação. Foto: Maurício Motta/Estadão
4 | 11 Ao girar o copo, observe como as “lágrimas” da cachaça deslizam pelas laterais do copo. “Lágrimas” que escorrem lentamente indicam boa cachaça. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
5 | 11 Antes de tomar um gole, aproxime o copo do nariz e concentre-se nos aromas. O perfume de uma boa cachaça é agradável. Se não for, a bebida tem defeitos – e os defeitos e contaminações são bem fáceis de identificar (leia a seguir).  Foto: Maurício Motta/Estadão
6 | 11 Alguns aromas são verdadeiros mensageiros de uma ressaca daquelas. Os problemas de contaminação em cachaças de alambique costumam ser os responsáveis por aquela explosiva dor de cabeça – mesmo que se tenha bebido com moderação. Os aromas que prenunciam a ressaca são: maçã podre (acetaldeído), vinagre (ácido acético), cola (acetato de etila), sabão (ácido decanóico sulfúrico), enxofre (dióxido de enxofre), ovo podre (sulfeto de hidrogênio), cebola (presença de etanotiol), couve-flor (disulfereto de dimetilo) e cavalo (etil fenol).  Foto: Werther Santana/Estadão
7 | 11 Uma bebida bem destilada, mesmo com altas graduações alcoólicas, não é violenta e não desce arranhando a garganta.  Foto: Werther Santana/Estadão
8 | 11 Fique atento às sensações de refrescância, picância e adstringência (aspereza próxima à sentida ao comer banana verde, seu oposto é a sensação de aveludado). Note também acidez, doçura, salinidade e amargor. As cachaças misturam todas essas características; ao prestar atenção em cada um desses elementos ao prová-las, você cria bagagem sensorial e aprende a identificar o que mais gosta.  Foto: Tiago Queiroz/Estadão
9 | 11 Gosto alcoólico e de madeira são comuns em todas as cachaças e podem aparecer em maior ou menor grau sem denotarem problemas. Já o gosto metálico e de queimação são um alerta de má qualidade. Além disso, uma cachaça pode apresentar diversos perfis de sabores: frutado, de especiarias, torrado, adocicado, floral, de castanhas, de plantas.  Foto: Maurício Motta/Estadão
10 | 11 Para ter uma percepção ainda maior de aromas, corpo e álcool na boca, faça o seguinte: tome um gole, feche os lábios e expire pelo nariz. Os aromas e o sabor ficam mais perceptíveis assim.  Foto: Maurício Motta/Estadão
11 | 11 Em janeiro deste ano, a segunda edição do Ranking Cúpula da Cachaça elegeu, em ordem de importância, os melhores rótulos nacionais. Confira as indicadas e o que eles disseram sobre cada uma delas.  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

 

Dicionário da cachaça

1 | 9 Denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% a 48%, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar Foto: Daniel Teixeira/Estadão
2 | 9 Bebida com graduação alcoólica de 38% a 54%, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar Foto: Pedro Motta/AE
3 | 9 O sumo açucarado antes do processo de fermentação. Pode ser da cana-de-açúcar para a cachaça, de uvas para o vinho, de cereais para o uísque. No caso da cachaça, é o puro suco da cana
4 | 9 Processo onde as leveduras vão converter o açúcar existente no mosto em álcool. A levedura come o açúcar e expele álcool, gás carbônico e energia na forma de calor. Após as leveduras terem ingerido todo a açúcar, o mosto vira uma espécie de vinho e é hora de levá-lo ao alambique para que se faça a destilação Foto: Paulo Vitor/AE
5 | 9 Equipamento usado na destilação de bebidas espirituosas – simplesmente adoro essa definição. Sua forma básica é de uma panela ou caldeira conectada a uma torre, ligada a uma tromba que leva a uma serpentina de resfriamento. É da saída dessa serpentina que saem as primeiras gotas de cachaça, ou seja, onde "pinga" o resultado da destilação Foto: Nilton Fukuda/Estadão
6 | 9 Processo de separação química de substâncias em uma mistura líquida, como água e álcool por exemplo. O vinho da cana possui outras substâncias em sua composição, principalmente as que causam a ressaca, mas, como sabemos a temperatura em que cada uma delas evapora, podemos fazer a separação das frações da destilação: a cabeça, o coração e a cauda. E eliminar o que não for desejado (cabeça e cauda) para guardar somente um destilado puro e agradável (coração) Foto: Hélvio Romero/AE
7 | 9 Fração inicial do processo de destilação, representa entre 5% e 15% do volume total e contém substâncias tóxicas como o metanol Foto: Tiago Queiroz/Estadão
8 | 9 Parte boa da destilação, rica em ésteres e substâncias que conferem aroma e sabor à cachaça. Corresponde a cerca de 70% a 80% do volume gerado Foto: Werther Santana/Estadão
9 | 9 Parte final, cerca dos 10% restantes. Confere mal cheiro e sabor acre. Com o processo concluído, é hora de apreciar a bebida. Confira dicas para identificar uma boa cachaça Foto: Werther Santana/Estadão

 

Os diversos nomes da cachaça

1 | 25 A cachaça tem incontáveis apelidos pelo Brasil. São mais de três mil variações já registradas por Mario Souto Maior em seu valioso "Dicionário Folclórico da Cachaça". Desde nomes como berdoega até o popular pinga, a cachaça mostra através de todos esses apelidos que está intrinsecamente ligada às tradições populares e é parte indissociável da cultura brasileira. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
2 | 25 Antes de mais nada, vamos esclarecer uma dúvida recorrente: "qual a diferença entre cachaça e pinga? ” É muito comum acharem que cachaça é a bebida de boa qualidade e pinga é reservado a bebidas ruins ou ainda para a cachaça industrial. Mas não, cachaça e pinga são a mesma coisa. Cachaça é o nome de batismo e pinga o apelido de infância. Foto: Mauricio Motta/Estadão
3 | 25 Abençoada, abraçadeira, abrideira, afamada, apetitosa, arranca-bofe, arrepia-cabelo, arrupiada, arruaceira, atitude. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
4 | 25 Balduína, beijo-de-copo, benza-a-deus, berdoega, bigorna, bibiana, boneca, briosa, bragantina, bruta. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
5 | 25 Cabeçada, canforada, caniniana, capote-de-pobre, carinhosa, cara-feia, cascabuio, cascatinha, cristalina, cotuvelada. Foto: Mauricio Motta/Estadão
6 | 25 Dá-coragem, depravada, desespero, desperta-paixão, diamantina, difusora, dilema, distinta, delírio, destronca-peito. Foto: Divulgação
7 | 25 Encantada, encorajadora, enfeitiçada, encurta-caminho, entorta-cano, escorrego, espertadeira, enrola-chifre, espoleta, esquenta-alma. Foto: Divulgação
8 | 25 Faceira, faceirinha, falante, fedegosa, feiticeira, furibunda, fumegante, flechada, forasteira, fuzarca. Foto: Rusty Marcellini/Estadão
9 | 25 Garapa, gasolina, generosa, granada, gravatinha, girita, gostosa, gracinha, gemada, girassol. Foto: Mauricio Motta/Estadão
10 | 25 Hidrolitol, hidratada, homeopatia. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
11 | 25 Indigna, inchadeira, infernal, ispiração, ipuçaba, intrometida, imaculada, imbiriba, imbicadeira, isca. Foto: Fernando Sciarra/Estadão
12 | 25 Jabiraca, janduína, jeitosa, jovial, jiribita, Januária, jura, jurema, juçara, junça. Foto: Paulo Liebert/Estadão
13 | 25 Lamparina, leitosa, limpa-trilho, laxante, lenhada, levanta-a-saia, ligeirinha, lubrificante, loirinha, luminisa. Foto: Mauricio Motta/Estadão
14 | 25 Maciça, malunga, maçaranduba, marafo, malvada, mamadeira, matraca, matinal, mata-vergonha, mé, moça branca. Foto: Mauricio Motta/Estadão
15 | 25 Néctar, nociva, novata, negrita, nordígena, número-um, nó-cego, nó-de-aço, não-sei-que, noturna. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
16 | 25 Paliativo, passa-dor, pílula, penicilina, parati, parnaíba, patrícia, pechincha, petróleo, pinga. (Sim, pulamos a letra O porque não conseguimos pensar em nenhum nome - você conhece algum?) Foto: Divulgação
17 | 25 Quartota, quebra-costela, queima-roupa, queixada, quinaquina, quizila, quebra-munheca, quindim, quebra-goela, querida. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
18 | 25 Rabugenta, receia, reforçada, rebatida, revezada, roedeira, reza-forte, rama, remédio, ripa. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
19 | 25 Samba, santinha, santo-onofre-de-bodegas, sinhazinha, sete-virtudes, sumo-de-cana, suor-de-alambique, saborosa, sal-de-fruta, sedutora. Foto: José Patrício/Estadão
20 | 25 Tacada, tagarela, trombada, tremedeira, tenebrosa, tira-frio, tira-medo, teimosa, tiúba, teimosa. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
21 | 25 Uca, uma, unganjo, urina-de-santo, usga, uma-para-subir-a-pressão, uma-quente, uma-da-boa, unganga, uísque-brasileiro. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
22 | 25 Valentona, vermífugo, vertente, virtude, viúva-alegre, vexadinha, vaivém, venenosa, virgem, veterana. Foto: Mauricio Motta/Estadão
23 | 25 Xavielada, xaropada, xinabre, xamêgo, xarope-galeno, xinapre, xarope-dos-bebos, ximbica, xambaba, xinxim. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
24 | 25 Zombeteira, zunzum, zuninga, zurrapa. Foto: Mauricio Motta/Estadão
25 | 25 Aqui listamos alguns dos vários apelidos do destilado nacional. Muitos desses nomes são bastante regionalizados e conhecidos somente na região de seu uso. Outros são mais famosos e já se espalharam por todo o país. Apesar dessas diferenças, é sempre comum notar o carinho e o bom-humor nestes apelidos. Você conhece algum outro apelido da cachaça? Deixe aqui nos comentários! Foto: Mauricio Motta/Estadão

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