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Le Vin Filosofia

Suzana Barelli

5 tendências para o vinho em 2022

O caminho segue em direção de bebidas mais simples e para consumo mais descomplicado

01 de janeiro de 2022 | 03:00 por Suzana Barelli, O Estado de S.Paulo

Finzinho de dezembro é hora de ajustar a bola de cristal e apostar nas tendências para o ano que chega. Com o vinho, não é diferente, e o caminho segue em direção de bebidas mais simples e para consumo mais descomplicado. A questão é que o atípico ano de 2020, que transformou o tinto, principalmente, e o branco em bebida da quarentena, ainda deixa o cenário nebuloso, dificultando algumas previsões. Com essa ressalva, vamos às tendências para o ano que vem.

Aposta está nos vinhos nacionais, nas embalagens econômicas e no consumo descomplicado.

Aposta está nos vinhos nacionais, nas embalagens econômicas e no consumo descomplicado. Foto: Regis Duvignau/Reuters

1. O vinho brasileiro ganha espaço

Os dados de novembro da consultoria Ideal já mostram um aumento da venda das vinícolas nacionais. Nos vinhos finos, a alta foi de 28%, e nos de mesa, de 7%, nos dois casos na comparação com o mesmo mês de 2020. As razões são as mais diversas: do aumento de qualidade do produto nacional e, consequentemente, à redução do preconceito em relação à bebida, à tentativa do consumidor de manter seu poder de compra, migrando para o vinho brasileiro, que é menos sujeito à pressão do dólar.

2. Importação direta

A alta do dólar também impulsiona outra tendência: a de reduzir intermediários na cadeia do vinho. A aposta é na importação direta, não apenas pelos supermercados, que já ocorre, como de lojas e clubes de compra. Marcas pouco conhecidas ou desenvolvidas exatamente para o Brasil devem ser o destaque desta importação. Aqui, não raro, serão vinhos com maior açúcar residual, classificado, no contrarrótulo, como tinto (principalmente) meio seco.

3. Coquetéis prontos

A categoria de bebidas prontas para o consumo e elaborada à base de vinho deve explodir, como aponta o instituto inglês IWSR. Como o nome diz, são coquetéis e afins, prontos para serem bebidos. Ao consumidor cabe apenas deixar a latinha gelada. Um dos exemplos é o Mía Wine Seltzer, da Freixenet, com um vinho mesclado com água gaseificada e com aromas de frutas, lançado recentemente no Brasil.

4. Consumo descomplicado

Aumenta a ênfase no consumo descomplicado e despojado. Dos rótulos mais divertidos e simples, em linguagem mais acessível ao consumidor, aos barris de vinho, como o implantado no projeto da sommelière Gabriela Monteleone, no Futuro Refeitório.

5. Embalagens econômicas

O vinho em embalagens mais econômicas, como a bag in box, em volumes de 3 ou 5 litros. Com a retomada dos restaurantes, esta embalagem é a mais usada para promover o vinho em taça. É também uma alternativa para o consumo doméstico, com a embalagem sempre mais acessível. Mas aqui o pedido é que as vinícolas melhorem a qualidade da bebida escolhida para o envase para atrair novos consumidores.

 

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