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A cerveja do topo da lista

John Tagliabue

06 março 2013 | 23:12 por redacaopaladar

The New York Times

A fabulosa cerveja marrom tem sido produzida ali há 150 anos, com a mesma fórmula, pelos monges da abadia local St. Sixtus. A procura tem sido tão intensa que os interessados em comprar a bebida formam enormes filas de carro nas proximidades da abadia – quando o tempo está bom, as filas chegam a cinco quilômetros. E as vendas são controladas: apenas duas embalagens por pessoa, a US$ 27 cada uma.

O que torna a Westvleteren 12 ainda mais atraente é a recusa dos monges em ampliar a produção. Eles fazem 492 mil litros de cerveja por ano. Há 60 anos. Resultado, não se consegue comprar a cerveja fora da abadia nem prová-la nos pubs e restaurantes da cidade. Na vizinha Bruges, sim, é possível comprar uma garrafa de Westvleteren 12 por quase US$ 35. Provavelmente é cerveja revendida.

De exportação, nem se fala. Somente uma vez, no ano passado, os monges venderam para os Estados Unidos, onde uma embalagem de seis garrafas custava US$ 85. Mas a venda foi feita só para financiar a reconstrução dos edifícios da abadia, concluída no fim do ano passado, que estavam em ruínas.

FOTO: Reprodução

A popularidade da Westvleteren 12 criou empregos, embora em número modesto. Seis laicos trabalham em St. Sixtus, cinco deles na cervejaria. E, além deles, há uma dezena no restaurante e na loja de souvenirs perto do portão da abadia.

Apesar de todo o sucesso da bebida que produzem, os 21 monges insistem em que são, acima de tudo, homens de Deus e não vendedores de cerveja. “Muitas pessoas se beneficiam” com o sucesso da Westvleteren 12, disse Mark Bode, um laico que produz cerveja na abadia há dez anos e atualmente é uma espécie de porta-voz. “A cerveja dá à aldeia o seu perfil.”

Tanto sucesso estimulou o aparecimento de uma outra microcervejaria na cidade, a De Struise – que produz a Pannepot, veja na degustação ao lado, além de uma boa stout. Ali, quem conduz o visitante ao depósito de tonéis é o próprio mestre cervejeiro, Urbain Coutteau. A De Struise passa por tonéis de carvalho previamente usados para envelhecer uísque americano no Kentucky e outros de regiões vinícolas da França, que agora são usados para armazenar cerveja. Diferentemente da produção da abadia, que não cresce, a da microcervejaria está aumentando.

/ tradução de Anna Capovilla

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