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Suzana Barelli

A independência, em 7 espumantes

Por sua qualidade, eles foram a primeira categoria de vinho brasileiro a ganhar as taças dos consumidores; conheça rótulos que contribuíram para esta conquista

07 de setembro de 2021 | 05:00 por Suzana Barelli, O Estado de S.Paulo

​Os espumantes foram a primeira categoria de vinho brasileiro a ganhar independência. Alçaram seu voo solo rumo às taças dos consumidores graças a sua qualidade. Nesta história, vale destacar alguns rótulos, que contribuíram para esta conquista.

Empresa mostrou que espumante pode ser elaborado em grandes volumes, mas mantendo a qualidade

Empresa mostrou que espumante pode ser elaborado em grandes volumes, mas mantendo a qualidade Foto: Família Salton

1) Chandon Réserve brut

A multinacional francesa chegou em Garibaldi, cidade da Serra Gaúcha, em 1973 para elaborar vinhos e espumantes no Brasil. Safra a safra, conforme os vinhedos iam crescendo, a empresa foi se convencendo que a vocação da região era elaborar apenas espumantes. Até que em 1998, decidiu focar apenas nas borbulhas, deixando de elaborar vinhos tranquilos. Neste ano, o produto foi repaginado, com rótulo mais moderno. (R$ 83,90, no Pão de Açúcar)

2) Cave Geisse Brut 1998

O enólogo chileno Mario Geisse chegou ao Brasil em 1976 para dirigir a Chandon. Não demorou para perceber o potencial da região de Pinto Bandeira, também da Serra Gaúcha, para uvas de qualidade e plantar seus primeiros vinhedos por lá. Em 1981, Geisse elaborou seu primeiro espumante. Mas seu grande marco foi em 1998, quando decidiu deixar um espumante por 12 anos com o líquido em contato com as leveduras (o chamado processo de autólise). Este espumante ganhou o mundo pela sua qualidade, sendo elogiado pela inglesa Jancis Robinson, uma das mais importantes críticas de vinho da atualidade. (garrafa indisponível, mas o Cave Geisse Brut sai por R$ 115, na Cave Geisse)

3) Pizzato Vertigo e Lírica Crua

Estes dois espumantes foram pioneiros a chegar ao mercado com leveduras (ou o que restou delas) na garrafa. Normalmente, as vinícolas retiram estas leveduras, que dão origem à segunda fermentação e, consequentemente, às borbulhas, antes de lançar a bebida no mercado. Com as leveduras, o espumante é turvo, mas continua ganhando complexidade na garrafa. Chegam ao mercado ainda com a tampa de metal, semelhante a da cerveja, e não com a rolha de cortiça. (Pizzato Vertigo: R$ 179,90, na Vineria9.com.br; Lírica Crua: R$ 97,50, na Decanter)

4) Salton Ouro

A vinícola Salton mostra que espumante pode ser uma bebida elaborada em grandes volumes, mas mantendo a sua qualidade, correspondente a cada linha de produto. No ano passado, a vinícola centenária colocou no mercado brasileiro 10 milhões de garrafas de espumante. “Isso significa que a cada 10 garrafas abertas, quatro são da Salton”, afirma a diretora Luciana Salton. (R$ 60, na Salton)

5) Estrelas do Brasil Brut Champenoise 2017

Fundada em 2005, a vinícola de Irineo DallÁgnol e Alejandro Cardozo mostra que os pequenos têm vez no mundo das borbulhas. Seu nome é uma homenagem ao monge Pierre Pérignon, o Dom Pérignon, que teria afirmado ao abrir uma garrafa que estava “bebendo estrelas”. Poesias à parte, a dupla elabora espumantes com varias variedades de uva, da trebbiano, prosecco (hoje chamada de uva glera), ao blend clássico de chardonnay e pinot noir. (R$ 95, na Estrelas do Brasil)

6) Casa Perini Moscatel

O espumante moscatel vem conquistando os consumidores, não apenas os brasileiros, com suas notas bem frutadas e um toque mais doce. Fundada em 1970, a Casa Perini é uma das pioneiras em apostar neste estilo de espumante. (R$ 58,70, na Casa Perini)

7) Peterlongo Champagne Elegance Brut

Por elaborar espumantes desde 1915, antes da criação da Denominação de Origem Champanhe, que aconteceu na década seguinte, na França, a Peterlongo tem o direito legal de chamar o seu espumante de champanhe. Isso não significa que ele seja um champanhe francês. A bebida não tem o estilo nem a complexidade dos seus pares franceses, mas chama atenção dos consumidores por ser o único champanhe brasileiro. (R$ 176,90, na Peterlongo)

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