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A revisão do grão de café robusta

Robusta é um grão humilde e amargo; o coração e a alma do café barato; comumente humilhado por aficionados por café, que preferem seu primo mais suave, o arábica. Mas com as mudanças do mercado de café de alta qualidade, o primo pobre atingiu novo patamar e está ansioso por uma transformação.

15 abril 2015 | 19:01 por redacaopaladar

As variedades de alta qualidade deste grão estão ganhando terreno na Austrália, Japão e Coréia do Sul. Craig Dickson, da Veneziano Coffee Roasters, diz que a maioria do café consumido na Austrália é tomado com leite e que as notas fortes do robusta se dão melhor que as de arábica. Não à toa, 40% dos negócios da Veneziano é de blends com robustas indianos de alta qualidade produzidos por Nishant Gurjer; o primeiro robusta a receber certificação de qualidade do Coffee Quality Institute, na Califórnia.

Amargo. Grão de robusta colhido na Indonésia. FOTO: Yt Haryono/Reuters

Henry Ngabirano, funcionário da Uganda Coffee Development Authority difunde o robusta de alta qualidade por quase três décadas e acredita que seu momento ao sol chegou, porém com desafios – principalmente na América, onde os bebedores de café especiais preferem a suavidade dos arábicas.

Isabela Raposeiras, do Coffee Lab em São Paulo, é menos deslumbrada. Reconhece a melhora de alguns produtores de robusta ao redor mundo, mas acredita que “o melhor robusta nunca será tão bom quanto um arábica de alta qualidade”.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 16/4/2015

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