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Abaixo o preconceito: dê uma chance aos vinhos em lata

Por aqui, a oferta ainda é pequena, mas crescente; público-alvo é jovem, aberto a novas experiências e atento às tendências mundiais

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20 de fevereiro de 2020 | 19:00 por Suzana Barelli, O Estado de S.Paulo

Carnaval pode combinar com vinho. Acredite! Para isso, esqueça as garrafas de vidro, as taças de cristal, o abridor e qualquer outro ritual desta bebida. O convite é provar o branco ou o rosé (principalmente eles) e até o tinto bem geladinho e direto da lata.

O bloco do vinho em lata foca em um público jovem, aberto a novas experiências, e atento às tendências mundiais. Em lata, o vinho é moda nos Estados Unidos e, segundo a consultoria inglesa Wine Intelligence, deve movimentar US$ 4,5 bilhões até 2025 apenas nos EUA.

Vinhos em lata da Bliss.

Vinhos em lata da Bliss. Foto: Bliss

 

Por aqui, a oferta ainda é pequena, mas crescente. A Bueno Wines, que tem o narrador Galvão Bueno como principal acionista, é a mais recente a entrar nesse segmento com a marca Let’s Wine. Os primeiros testes para medir a aceitação do público foram realizados nas festas pré-carnaval de Carlinhos Brown. Grandes produtores do Chile e da Argentina também estão fazendo experiências para colocar a lata no Brasil.

Assim como as demais bebidas oferecidas em lata, não são os melhores líquidos que são envasados, como mostra a degustação de quatro marcas disponíveis no mercado paulistano. São bebidas simples, despretensiosas. O que manda, aqui, é a ocasião de consumo (e também a oportunidade de trazer novos consumidores para o vinho). É um vinho para beber sem preconceito, em momentos descontraídos.

Só uma observação: provei os vinhos em uma taça de cristal e na própria latinha. Ele é melhor na latinha.

Bliss

É o projeto de duas amigas que selecionaram a vinícola Santa Bárbara, de Garibaldi (RS), para fornecer as uvas. O branco é um chardonnay, com notas de frutas mais maduras; o rosé é feito com a pinot noir e tem um toque de morango. São simples e têm a refrescância como destaque. Custa R$ 19,90, no site encontrevinhos.com.br.

Vinho rosé, da Bliss, com pinot noir.

Vinho rosé, da Bliss, com pinot noir. Foto: Bliss

 

Let's Wine

A Bueno Wines optou por lançar apenas as versões branco e rosé. O branco tem apenas chardonnay, e o rosé tem 95% de chardonnay  e 5% de cabernet sauvignon. Os dois são leves, com aromas sutis de frutas, simples e frescos. Custa R$ 125 (caixa com 6), na Bueno Wines.

Vinho branco em lata, cim chardonnay, da Bueno Wines.

Vinho branco em lata, cim chardonnay, da Bueno Wines. Foto: Bueno Wines

 

Vivant

A pioneira em engarrafar um vinho nacional em lata, com uvas da Quinta Don Bonifácio. O branco, feito com chardonnay, e o rosé, com syrah e pinot noir, são levemente frisantes e frutados. O tinto (cabernet sauvignon e merlot) lembra um vinho da categoria reservado, com alguma fruta, pouco corpo, simples. O branco é o mais refrescante dos três. Custa R$ 16,50, na Portus Cale.

Vinhos em lata da Vivant.

Vinhos em lata da Vivant. Foto: Vivant

 

Baroke's

As latinhas vêm da Austrália, em três versões. A Bubbly Wines, feita com a uva moscato, é docinha, com borbulhas e um toque floral; o Bin 241 (corte de chardonnay e sémillon) é levemente frisante e com um toque de frutas brancas; o tinto Bin 121 (cabernet, shiraz e merlot) é o mais aromático, com notas vibrantes de frutas vermelhas. Custa R$ 21,60, na Bacco’s.

Bin 241, da Baroke's.

Bin 241, da Baroke's. Foto: Baroke's

 

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