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Saca essa rolha

Isabelle Moreira Lima

Alvarinho ou Albariño, chame como quiser, mas prove esse vinho com bacalhau

Esses vinhos brancos leves, feitos com a cepa originária de Portugal e da Espanha, são a pedida certa para acompanhar o pescado da Páscoa

17 de abril de 2019 | 20:38 por Isabelle Moreira Lima

Em Portugal, diz-se que com um Alvarinho bem escolhido, o bacalhau é ainda mais rei. Para esta Páscoa, pois, resolvemos indicar rótulos de diferentes perfis com a uva que faz um dos vinhos brancos mais deliciosos do mundo. 

Para esta Páscoa indicamos seis rótulos de diferentes perfis com a uva que faz um dos vinhos brancos mais deliciosos do mundo 

Para esta Páscoa indicamos seis rótulos de diferentes perfis com a uva que faz um dos vinhos brancos mais deliciosos do mundo  Foto: Tony Cenicola

A origem da cepa está na região que abraça o nordeste de Portugal, o Minho, e a vizinha Galícia, no noroeste da Espanha – onde alcançou notoriedade em Rías Baixas e é chamada de Albariño. Sua fama atravessou o oceano no início dos anos 2000 e hoje tem mais hectares plantados na Califórnia, nos EUA, que no velho mundo. Chegou também à América do Sul e faz excelentes vinhos no Uruguai, onde foi primeiramente explorada pela Bouza, cuja família de proprietários tem origem na Galícia, e, mais recentemente, pela gigante Garzón. 

Os melhores vinhos feitos com Alvarinho são muito florais (laranjeira e acácia) e cítricos (do limão-siciliano à laranja seca) no nariz. Mas podem ser ainda minerais ou trazer nos aromas um quê de mar.

Na boca, a acidez vivaz disfarça sua estrutura potente (e por isso mesmo são excelentes para o bacalhau, que a depender da receita atropelaria um branco de corpo mais leve). Podem ainda ser salinos, o que os torna ótimos acompanhantes de frutos do mar – vale muito levar uma garrafa a um bom restaurante especializado em sushis, se a carta da casa não tiver nenhum rótulo com a variedade. 

Alvarinho é maravilhoso, ganhou fama e glória porque além de suas imensas qualidades é um branco que envelhece bem. No Brasil, contudo, é caro e por isso difícil levá-lo à mesa no dia a dia. Mas para uma ocasião como a Páscoa, vale o investimento: dificilmente um Alvarinho decepciona – e o mesmo pode-se dizer do Albariño, a versão espanhola. (Na degustação, nenhuma garrafa foi descartada.) 

Participaram da prova os sommeliers Gianni Tartari (ABS-SP) e Erivaldo Alves (Nino Cucina) junto da dupla Luciana Bernardes e Ketty Alves, ambas do Ráscal, que nos recebeu para esta degustação.

 

Ficou com água na boca?