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Ao som das Velhas Virgens

Por Edson Franco

02 maio 2013 | 00:13 por redacaopaladar

Responsável por boa parte da ousadia que fez a fama da Colorado, o cervejeiro Rodrigo Silveira partiu em carreira solo em 2011. Com a experiência de quem está há 13 anos comandando panelas e tanques e com cursos no Brasil e nos Estados Unidos, ele lançou a Cervejaria Invicta. Começou modestamente, com um disque-chope que se limitava a irrigar eventos na cidade. Ganhou um primeiro e definitivo impulso ao produzir a cerveja Rockin’ Beer, para comemorar os 25 anos da banda Velhas Virgens, autodenominada a mais desbocada, divertida e embriagada do Brasil. Na sequência, Rodrigo passou a engarrafar suas criações e estreou no mercado com a vigorosa Imperial India Pale Ale e a encorpada Black Pale Ale, que desaparecem rapidamente das prateleiras dos empórios e bares locais e em várias cidades brasileiras.

Com a meta de não deixar gôndola sem sua marca, a empresa faz ajustes para aumentar a produção dos atuais 25 mil litros por mês para 100 mil. Com a quantidade, cresce a variedade. No Festival Brasileiro da Cerveja de Blumenau, em março, a Invicta apresentou a Imperial Stout e a German Pilsener. Há ainda seis outras receitas desenvolvidas na fila para aprovação e engarrafamento. “Acredito no potencial das cervejas artesanais no Brasil. Nos EUA e na Europa, elas respondem por 10% a 15% do mercado, enquanto por aqui ainda não chegam a 2%”, diz Rodrigo. Para não desviar o foco de suas experimentações, o cervejeiro contratou o gerente comercial Moroni Andrade, que teve de ser “convertido” para dar conta da empreitada de vender cerveja artesanal. Incentivado pelo patrão, ele disse um adeus definitivo às pilsens leves e aguadas e aprendeu a decifrar os segredos do lúpulo e da cevada.

Rodrigo Silveira deixou a Colorado e lançou a Invicta. FOTO: Patricia Cruz/Estadão

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