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Como identificar uma boa cachaça

Aprenda a degustar a bebida nacional e a reconhecer um bom rótulo pelo seu visual, sabores e aromas

12 de setembro de 2019 | 17:48 por Redação Paladar, O Estado de S.Paulo

Como saber se uma cachaça é boa mesmo? 

Além de saber analisar o rótulo de cada garrafa, é possível identificar, no copo, fatores sensoriais (visual, aromas e sabores) que dão a dica da qualidade da bebida.

Para se preparar para este 13 de setembro, Dia da Cachaça, siga os passos a seguir para aprender a identificar as melhores aguardentes e, ainda, saber fugir da ressaca. 

Dia 13 de setembro é o Dia Nacional da Cachaça. 

Dia 13 de setembro é o Dia Nacional da Cachaça.  Foto: Maurício Motta/Estadão

 

1. Olhe

Como em qualquer degustação de bebida, comece analisando visualmente o que está no seu copo e preste atenção a três pontos: 

● Limpidez: uma cachaça bem destilada é límpida, não pode ser turva.

● Rosário: é como são chamadas as bolhas que se formam quando a bebida entra em contato com o copo. Bolhas pequenas e em grande quantidade sinalizam boa destilação.

● Lágrimas: ao girar o copo, observe como as “lágrimas” da cachaça deslizam pelas laterais do copo. “Lágrimas” que escorrem lentamente são bom sinal.

Presta atenção à limpidez, as rosário (bolhinhas) e às 'lágrimas' da cachaça. 

Presta atenção à limpidez, as rosário (bolhinhas) e às 'lágrimas' da cachaça.  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

 

2. Cheire

Antes de tomar um gole, aproxime o copo do nariz e concentre-se nos aromas. O perfume de uma boa cachaça é agradável, não agressivo. Se não for, a bebida tem defeitos – e eles são bem fáceis de identificar. 

Alguns aromas são verdadeiros mensageiros de uma ressaca daquelas. Os problemas de contaminação em cachaças de alambique costumam ser os responsáveis por aquela explosiva dor de cabeça – mesmo que se tenha bebido com moderação. Os aromas que prenunciam a ressaca são: maçã podre (acetaldeído), vinagre (ácido acético), cola (acetato de etila), sabão (ácido decanóico sulfúrico), enxofre (dióxido de enxofre), ovo podre (sulfeto de hidrogênio), cebola (presença de etanotiol), couve-flor (disulfereto de dimetilo) e cavalo (etil fenol). 

Em uma boa cachaça, os aromas são agradáveis, não agressivos.

Em uma boa cachaça, os aromas são agradáveis, não agressivos. Foto: Maurício Motta/Estadão

 

3. Beba

Agora sim é hora de beber! Uma bebida bem destilada, mesmo com altas graduações alcoólicas, não é violenta e não desce arranhando a garganta

Fique atento às sensações de refrescância, picância e adstringência (aspereza próxima à sentida ao comer banana verde, seu oposto é a sensação de aveludado). Note também acidez, doçura, salinidade e amargor. As cachaças misturam todas essas características; ao prestar atenção em cada um desses elementos ao prová-las, você cria bagagem sensorial e aprende a identificar o que mais gosta. 

Gosto alcoólico e de madeira são comuns em todas as cachaças e podem aparecer em maior ou menor grau sem denotarem problemas. Já o gosto metálico e de queimação são um alerta de má qualidade. Além disso, uma cachaça pode apresentar diversos perfis de sabores: frutado, de especiarias, torrado, adocicado, floral, de castanhas, de plantas. 

Para ter uma percepção ainda maior de aromas, corpo e álcool na boca, faça o seguinte: tome um gole, feche os lábios e expire pelo nariz. Os aromas e o sabor ficam mais perceptíveis assim. 

Não, uma boa cachaça não 'rasga' a garganta. 

Não, uma boa cachaça não 'rasga' a garganta.  Foto: Werther Santana/Estadão

 

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