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Heloisa Lupinacci

Aproveite o clima da Oktoberfest para provar uma boa cerveja da escola alemã

Durante a maior festa cervejeira do mundo, volte aos estilos clássicos; há uma boa opção em diversos bares de São Paulo

16 de outubro de 2019 | 15:23 por Heloisa Lupinacci, O Estado de S.Paulo

Não que a gente precise de desculpa para tomar cerveja alemã bem feita e boa. Mas com tanta IPA, RIS, sour, às vezes os clássicos acabam ficando para trás.

Pois a desculpa está aqui: Oktoberfest. Em vez de beber qualquer cerveja, aproveite o clima da maior festa cervejeira do mundo para provar uma boa cerveja da escola alemã.

O estilo típico desta época do ano é o märzen (sim, o nome tem a ver com março, mês em que a cerveja era tradicionalmente produzida para estar pronta em outubro).

Festa. Aproveite o clima da oktoberfest para provar uma boa cerveja da escola alemã

Festa. Aproveite o clima da oktoberfest para provar uma boa cerveja da escola alemã Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

É uma lager (baixa fermentação), com tom dourado-acastanhado, tipo âmbar. Fácil de beber, tem o final seco e limpo e aquele equilíbrio entre malte e lúpulo que só as escolas tradicionais entregam. Existem várias märzens nos mercados e empórios cervejeiros.

Mas, sugiro uma aventura um pouco mais interessante. É muito provável que a melhor cerveja alemã que você encontre no Brasil seja a produzida pela Bamberg aqui bem pertinho, em Votorantim, no interior de São Paulo. Faz 14 anos que Alexandre Bazzo está lá produzindo cervejas equilibradas, limpas, do tipo que sempre dá vontade de beber mais, seguindo fielmente a escola mais tradicional do mundo.

E, na época da Oktoberfest, a Bamberg produz um lote de Die Wiesn (diga “divise”), uma cerveja cheia de personalidade, com uma cor linda, dourado escuro, e uma espuma 100% instagramável (dá para tirar umas 200 fotos antes de ela começar a baixar). A Die Wiesn tem 5,5% de teor alcoólico, é do tipo que desliza na boca de tão elegante (embora o corpo seja mais pra médio). Produzida com o lúpulo Hallertau Mittehlfruh, o mais típico da região da Baviera, equilibra as notas de malte (casca de pão bem douradinho) com um floral delicado e bem típico.

A má notícia é que neste ano não saiu Die Wiesn em garrafa. A boa é que mapeei onde tem barril aqui por São Paulo. Um está engatado na Bamberg Express de Perdizes, é o último, corra. Também tem no Vamo Toma Uma (R. José Benedetti, 449, São Caetano do Sul , 4318-3183 – olha a dica: dá para pedir no iFood), no Beer Rock Club (R. Bom Pastor, 1675, Ipiranga, 3467-2006) e no Konstanz ( Av. Aratãs, 713, Moema, 5041-0969 – tem no iFood também). O Santerria ( R. Brigadeiro Galvão, 177, Barra Funda, 98519-8624) recebe um barril entre nesta quinta (17) e sexta (18).

Vou correr na loja da Bamberg (R. Cayowaá, 573) em Perdizes para encher um growler pet hoje mesmo (R$ 23, o litro; o growler pet sai R$ 3,50, no copo sai por R$ 12, 300 ml, e R$ 15, 500 ml). Sugiro dar uma ligada no bar antes de ir para conferir se os barris já não acabaram.

 

Mais uma dica: Paulaner Oktoberfest

Preço: R$ 17 (500 ml, na imigrantesbebidas.com.br)

A maior vantagem da Paulaner é que você encontra até no supermercado. E se ela tiver sido bem cuidada (guardada do jeito certo), é uma escolha sempre certeira. A Oktoberfest tem 6% de teor alcoólico, a cor dourado-avermelhada típica do estilo e as notas de malte e lúpulo superequilibradas, com as notas de biscoito e casca de pão do malte e florais do lúpulo. 

Paulaner Oktoberfest

Paulaner Oktoberfest Foto: Paulaner

 

Fique ligado: Régua de pilsens no EAP

Desde sexta (11), o Empório Alto dos Pinheiros (R. Vupabussu, 305, Pinheiros) serve uma régua de degustação de pilsens com a icônica Urquell, a Synergy Reborn, a Dogma Rest in Pilz e a Dádiva Lager. São 200 ml de cada uma, em uma miniatura de caneca. Custa R$ 40.

Ficou com água na boca?