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Heloisa Lupinacci

Bares cervejeiros permanecem fechados

Apesar da liberação, a maioria das cervejarias da cidade não vão reabrir. O Empório Alto dos Pinheiros, está experimentando a reabertura parcial

10 de julho de 2020 | 05:01 por Heloisa Lupinaci, O Estado de S.Paulo

Assim que saiu a oficialização dos parâmetros da abertura dos bares começaram a surgir nas redes sociais posts avisando que, apesar da liberação, as cervejarias não reabririam. "Precisamos de vocês saudáveis hoje para beberem amanhã", resumiu o Tap Tap, que fica colado na praça Roosevelt. 

Âmbar,  Barley, Canoa, Cerveja a Granel, Cervejaria Nacional, Dogma, Trilha: os points cervejeiros um a um foram anunciando que continuam atendendo para entrega e delivery,  mas nada de salão. A pandemia segue forte, as regras de reabertura são complexas e o horário não favorece (até 17h).

Varanda do Empório Alto dos Pinheiros

Varanda do Empório Alto dos Pinheiros Foto: EAP

Templo cervejeiro paulistano, o Empório Alto dos Pinheiros, que tem uma grande varanda aberta, está experimentando a reabertura parcial: tem quatro mesas e um cardápio enxuto de comida, além, claro, de todas as cervejas engatadas e em garrafa/lata nas geladeiras. Para Paulo Almeida, dono do EAP, não para é sair de casa para ir ao bar. "A ideia dessa reabertura é que as pessoas que já estão na rua possam ter o que comer e beber. Penso em pessoas que trabalham nos hospitais e podem parar aqui antes de ir pra casa e tomar uma cerveja boa." E merecida. 

Mas se durante a semana o movimento vem sendo tranquilo, garantindo o distanciamento entre os presentes, o fim de semana preocupa e vai ser determinante para a manutenção ou não das mesas.

Portanto: se puder, continue em casa, usando a entrega ou delivery para abastecer a geladeira de cerveja gostosa. Mas se estiver voltando do hospital pra casa e passar na frente do EAP, pode entrar, sentar e pedir uma Japas Super Sorachi (R$ 26, 400 ml, uma new england IPA carregada do lúpulo japonês que é uma delícia) se gostar das lupuladas, um canecão de Pilsner Urquell (R$ 25, 500 ml)  se gosta das mais clássicas, leves e refrescantes, ou uma taça da clássica Founders KBS (R$ 68, 300 ml), russian imperial stout com café e chocolate maturada em barril de carvalho.

Birra da Semana 

MBeer Nativas Kölsch Uruçu Amarela

R$ 29 (355 ml, na lojambee.com.br)

A MBee é uma marca de méis que tem os fantásticos méis de abelhas nativas para venda. Agora, entre outros produtos, lançou uma linha de cervejas, a Mbeer. Produzida pela Bragantina, a linha tem consultoria da sommelière Bia Amorim e funciona assim: uma cerveja é produzida e quando acabar, outra receita é lançada.

A primeira é uma kölsch com mel de abelha uruçu amarela. A kölsch é uma cerveja clara e leve, da família das elegantes. Essa é seca, delicada, termina com notas herbais frescas e um delicadíssimo retrogosto de mel, que remete a flor. Precisa prestar bastante atenção, mas quando você percebe é imediatamente transportado para uma paisagem bucólica e ensolarada.

Cerveja MBeer Nativas Kölsch Uruçu Amarela

Cerveja MBeer Nativas Kölsch Uruçu Amarela Foto: MBee

 

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