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Califórnia entra na diversidade estilística

Por Eric Asimov

19 junho 2013 | 22:55 por redacaopaladar

Os vinhos da Califórnia não cabem mais em descrições como “Cabernet Sauvignon concentrado e aveludado”, “Pinot Noir exuberante”, “Chardonnay amanteigado” ou “Zinfandel extravagantemente maduro”.

Esses estilos dominantes davam uma impressão de cultura monocromática em que “mais é bom” e “mais ainda, melhor”. É verdade que sempre houve produtores que valorizavam a finesse e a sutileza, mas eram ignorados pelos críticos.

Hoje a Califórnia pode ser caracterizada pela diversidade estilística. Isso ocorre em parte porque o gosto do consumidor evoluiu, e ele ficou menos dependente de dois ou três críticos que ditavam as regras. E, mais importante, uma nova leva de produtores empurrou os limites, sem obscurecer vinhateiros antigos.

Os novos não “bebem” só em Bordeaux, Borgonha, ou Napa. Voltam-se para o norte da Itália, Jura, Galícia e Sicília, Eslovênia e muitas outras regiões que estão na onda vinícola do momento. Mas seu alvo não é copiar esses vinhos, é inspirar-se neles e ao mesmo tempo manter as origens californianas.

Alguns desses novos produtores já viraram estrelas, como Arnot Roberts, Copain, Scholium Project e Wind Gap. Muitos outros estão crescendo e ganhando atenção à medida que seus vinhos são testados. Fique atento para estes nomes: Bedrock Wine; Birichino, Broc Cellars; La Clarine Farm; Dirtu & Rowdy; Donkey & Goat; Kesner Wines; Martian Ranch; Massican; Mathiasson. Anthill Farms e Ceritas: Los Pilares e Ptrichor Vineyards, Natural Process Alliance, Lioco.

E os veteranos Edmund St. John, Qupé, Porter Creek, Corison, Clos Saron, Ojai, continuam merecendo respeito. A Califórnia é um mundo de vinho. É hora de abraçá-lo.

/ TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

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