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Heloisa Lupinacci

‘Com tempo para contemplar a cerveja’

A Zundert é a segunda cerveja trapista da Holanda

15 de janeiro de 2014 | 21:16 por Heloisa Lupinacci, Estadão Conteúdo

No dia 6 de dezembro, os monges da abadia de Maria Toevlucht, na cidade de Zundert, na Holanda, inauguraram sua cervejaria. Quatro dias depois, receberam o selo que atesta que a cerveja produzida ali é trapista. A cervejaria funciona no antigo celeiro de feno e faz só um rótulo, a Zundert Trappist, uma trippel, que, segundo a descrição da associação de produtos trapistas, começa doce, tem toques de especiarias e termina amarga. Com 8% de volume alcoólico, passa por segunda fermentação na garrafa. A Zundert é a segunda cerveja trapista da Holanda. Até então, a única holandesa na lista era a La Trappe. Henri Reuchlin, consultor, implantou a cervejaria no monastério e falou ao Paladar, por e-mail, sobre a experiência.

Os irmãos Daniel e Christiaan admiram sua criação. FOTO: Divulgação

Quanto tempo levou do momento em que os monges decidiram que queriam fazer cerveja até sair a primeira leva?

Foram quatro anos. Os monges não estavam com pressa e tomaram o tempo necessário para contemplar a cerveja.

Como a receita foi criada? Há uma receita de cerveja trapista?

Não há uma receita trapista standard. Os monges queriam uma cerveja que refletisse a comunidade deles de alguma forma. Fizemos degustações de rótulos existentes e testes com as características desejadas de sabor, cor e carbonatação até chegar à receita final.

Você trabalhou anos na indústria. Qual é a diferença de trabalhar com monges?

A vida monástica é guiada pelo respeito ao próximo. E tudo é muito agendado. Uma reunião nunca dura muito, porque eles têm deveres religiosos. Há mais tempo para contemplação. Essas características transparecem no projeto.

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