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De fácil este clássico não tem nada

Por Isabelle Moreira Lima

12 agosto 2015 | 21:49 por redacaopaladar

O crepe suzette atravessou ao menos um século sem perder o encanto. Mas é difícil afirmar exatamente quando surgiu. Há várias versões para sua origem, duas mais difundidas.

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FOTO: Winfried Heinze/Getty Images

A primeira é a de que teria surgido no Café de Paris em Monte Carlo, no auge da Belle Époque. Henri Charpentier (1880-1961), um garçom ambicioso, então com 14 anos, estava preparando crepes com molho de laranja num réchaud ao lado da mesa do príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VII da Inglaterra. Do alto de sua empolgação, Charpentier teria se atrapalhado e o fogo teria pegado nos crepes. Com presença de espírito, ele teria soltado um “voilà”, como se tivesse sido intencional.

A história está nas memórias de Charpentier, publicadas em 1934, e é inegável que ele tenha sido fundamental para a difusão do prato. Mas daí a ter inventado os flambados é outra história – há indícios de que os mouros já flambavam no século 14.

Outra versão dá crédito à atriz Suzane Reichenberg, apelidada de Suzette. Ela teria preparado o prato em cena, na Comédia Francesa. Representava uma empregada e teria aceitado a sugestão do chef Joseph, do Le Marivaux, que preparava os crepes e mandava para o teatro, de flambá-los para dar graça à cena. As histórias são improváveis, mas ele virou um clássico.

Para testar o que vai bem com ele, participaram da degustação o especialista Marcel Miwa e os sommeliers Tom (La Casserole) e Aldo Assada (Bardega).

PONTO NERO ESPUMANTE MOSCATEL

Origem: Serra Gaúcha, Brasil

Preço: R$ 36,00 no Specilitá  Bebidas

ROYAL TOKAJI LATE HARVEST 2013

Origem: Tokaj, Hungria

Preço: R$ 115,00 na Inovini

FALERNIA LATE HARVEST 2011

Origem: Vale de Elqui, Chile

Preço: R$ 55,20, na Premium

VILLAGGIO GRANDO LATE HARVEST 2009

Origem: Santa Catarina, Brasil

Preço: R$ 40,00 na loja própria da vinícola

BACALHÔA MOSCATEL DE SETÚBAL 2012

Origem: Setúbal, Portugal

Preço: R$ 62,40, na Portus

Este Moscatel cobreado é o único fortificado do painel. Os aromas são complexos e remetem a mel, própolis e ervas – especialmente hortelã e erva-doce. Na boca, traz untuosidade, textura e bom final. Na harmonização, no entanto, seu elevado nível de álcool (17,5%) tornou o sorvete amargo e travou embate com o Grand Marnier da sobremesa. Funciona bem como um digestivo alternativo a um Porto.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 13/8/2015

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