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Só de birra

Heloisa Lupinacci

Ele vive bebendo, lendo e escrevendo cerveja

Confira a entrevista com Raphael Rodrigues

23 julho 2014 | 20:13 por Heloisa Lupinacci

Digite o nome de uma cerveja produzida em pequena escala no Google e ele estará lá entre os primeiros resultados. Um novo rótulo será lançado? Ele sabe antes. Raphael Rodrigues e seu blog All Beers são referência para quem gosta de beber cerveja. A partir desta semana, o blog passa a ser publicado também no Paladar (acesse!). Raphael é jornalista, gente boa, mora em Campos do Jordão e passa os dias lendo sobre cerveja, provando cerveja e escrevendo sobre cerveja.

FOTO: Divulgação

Qual foi o rótulo que fez você abrir os olhos para as especiais?

Quando colecionava latinhas, provava cervejas importadas com minha mãe e meu pai. Nessa fase, a mais relevante foi a Pilsner Urquell. Na segunda fase, já com o crescimento da cerveja artesanal, posso citar a Eisenbahn Pale Ale e Dunkel, mais ou menos em 2005.

Por que você criou o blog?

Sentia falta de um lugar que reunisse novidades. Havia muitos sites de degustação, mas poucos com perfil jornalístico.

Quantas cervejas você prova por semana?

Uma ou duas por dia. Dá uma média de dez por semana.

Como é sua rotina de trabalho?

Trabalho em casa, totalmente dedicado a cerveja. Fico o dia todo lendo, escrevendo e degustando cervejas.

Você já fez cerveja? Gostou? Tem vontade de produzir?

Fiz um curso há algum tempo e fiz uma cerveja nele, mas parou por aí. Admiro muito quem faz cerveja, é preciso paciência e paixão. Atualmente prefiro tomar e escrever sobre ela, mas quem sabe no futuro eu faça uma cerveja…

O All Beers nasceu em 2009. De lá para cá, o que mudou? Acha que vai continuar crescendo? Tem alguém que sumiu e faz falta hoje?

Tive sorte de ver o boom de cervejas artesanais. Mudou muita coisa, principalmente o número de rótulos, importadoras e cervejarias. Acho que não vai parar. Talvez as importações diminuam com o tempo, mas acho que tudo vai continuar aumentando. É um caminho sem volta e apaixonante. Sinto falta da norte-americana Flying Dog, que parou sua exportação para o Brasil.

Ficou com água na boca?