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Filosofia e uma cachacinha

Por Cynthia Almeida Rosa

07 junho 2009 | 19:29 por lucineianunes

O barman (ou seria showman?) Derivan de Souza tratou a sala de aula como seu próprio balcão. Entre uma branquinha e outra, contou a história do drinque rabo-de-galo, falou sobre o hábito de jogar um pouquinho da bebida para o santo e até teve tempo para alguma filosofia de botequim, como a teoria de que o Brasil tem dois ícones (“uma sandália e a cachaça”) e também sua ideia de que “pessoas bebem a história que está impregnada na bebida”.

Além da boa prosa, do balcão saiu também conversa séria. Ele sugere que boas cachaças sejam experimentadas também em taças próprias para vinho do porto. Para não iniciados, a dose pode vir ‘on the rocks’. “Mas tem de fazer o gelo com água morna”, ensina. Outra boa receita é gelar a garrafa no freezer e servir em copos resfriados. Até o bom e velho shot da aguardente em temperatura ambiente tem truque. “Você abafa o copo com a mão e o aproxima do corpo, até que ele esquente. Isso potencializa os aromas da madeira”.

Conversa séria, mas sem afetação. “Gente, o melhor copo para beber cachaça ainda é o bom e velho miniamericano, não é? Uso até em degustação de uísque.”

Ficou com água na boca?