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Gim-tônica ganha versões prontas para beber. Mas são boas? Nós testamos

De grandes marcas às produzidas em pequena escala, a variedade de gim-tônicas prontas para beber está cada vez maior. Degustamos sete marcas às cegas e ranquamos, confira

21 de fevereiro de 2020 | 06:00 por Renata Mesquita, O Estado de S.Paulo

Quer gim-tônica no bloco? Pega uma latinha e bate uma na outra. Tcha tcha, tcha tcha! Trocadilhos inevitáveis de carnaval à parte, agora é, sim, possível tomar seu drinque preferido no meio da festa mais animada do País, gelado e sem precisar carregar o cantil embaixo do braço. O gim-tônica foi parar dentro da lata

Se você já se jogou nas ruas nesse pré-carnaval, deve ter reparado que a grande aposta da marca patrocinadora da festa em São Paulo é o drinque enlatado. De olho na tendência que também cresce lá fora – a gigante Tanqueray desembarcou por aqui no fim do ano passado com a sua versão do drinque pronto – a Ambev lançou a sua latinha com o drinque pronto para beber, o Skol Beats GT. 

Mas foram as marcas artesanais que saíram na frente do movimento. Uma das precursoras é a Easy Booze, marca de coquetéis prontos para beber, tocada por quatro sócios, que comercializa o gim-tônica nas versões lata e garrafa desde o início de 2019. A receita da Easy Booze combina gim e tônica, ambos produzidos por eles do zero com ingredientes importados, com um toque de limão. 

A ideia nasceu depois que os sócios perceberam que passavam horas fazendo coquetéis para os amigos em casa e que, ao longo da noite, a qualidade do drinque ia caindo. “No terceiro, quarto você já está fazendo de qualquer jeito, e drinques exigem medidas exatas, mais de uma garrafa, a tônica acaba antes do gim, o limão também, e dá um trabalho danado”, entrega George Ferreira, um dos sócios da marca.

 

Foi um ano de desenvolvimento da receita, com ajuda de um químico, até chegar à combinação ideal. A aposta já deu resultados: só no último sábado, durante um bloco de carnaval, foram 800 latinhas vendidas em pouco mais de seis horas nas ruas. 

As marcas de gim nacional também estão apostando na tendência. O Jungle, primeiro gim produzido em Minas Gerais, lançou a sua versão no fim de 2019. Foram meses de testes até chegar à receita final, que entregasse a mesma experiência do drinque original.

“Não basta só misturar as duas bebidas na lata, tem que pensar na carbonatação (que dá a sensação de refrescância), no amargor do quinino, tem que ter equilíbrio, assim como quando o drinque é preparado por um bartender”, afirma o fundador da marca, Augusto Simões Lopes, que também produz todos os componentes que entram na lata. O primeiro lote, de 10 mil unidades, está perto de acabar, e eles já se preparam para produzir o segundo, desta vez com 20 mil unidades. 

 

Outro gim artesanal que lançou recentemente sua versão foi a Amázzoni. Uma das primeiras marcas de gim nacional que combina 11 botânicos, comprada pela gigante Pernod Ricard no ano passado. A lata da marca já é encontrada nos grandes mercados.

Facilidade

Não, eles não querem que você deixe de ir ao seu balcão de bar preferido. As marcas apostam na praticidade de consumir o drinque em situações sem uma infraestrutura adequada como praia, parques e, principalmente, festas. “Muitas vezes, em grandes eventos os bartenders não têm tanta experiência e têm pressa no preparo dos drinques. Nesses casos a versão na lata entrega não só praticidade, como padrão”, relata Marcos Lee, consultor e sócio da marca de tônicas 202. 

Eles miram também bares e restaurantes que querem oferecer opções de drinques, mas não contam com espaço ou pessoas especializadas para prepará-los. É o caso da Bráz Elettrica, que oferece em todas suas lojas as latas de gim-tônica da Easy Booze, assim como os vinhos também nesse formato

Mas fica a grande questão, os gim-tônicas prontos são bons mesmo, ou apenas quebra-galhos? Para responder à questão provamos e avaliamos às cegas sete marcas disponíveis nos mercados.

Será que é bom? Degustamos às cegas sete marcas de gim-tôncias prontas para beber 

Será que é bom? Degustamos às cegas sete marcas de gim-tôncias prontas para beber  Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Reunimos um time de jurados especialistas no assunto para tal missão: a bartender Adriana Pino, sócia do bar Grog e vencedora da etapa nacional do World Class Competition 2018; Rafael Coelho, bartender e sócio dos bares Grog e Estepe; Marcos Lee, dono da The Burger Store e colecionador de gins; o colunista do Paladar Gilberto Amendola, que comanda o Balcão do Giba; e a jornalista Carla Peralva, “amadora” de gim-tônicas. 

+ O resultado da degustação você confere aqui. 

 

 

Prontos para beber

Além da gim-tônica, outros drinques ganharam versões engarrafadas. 

Kiro 

Já virou tradição: a marca de switchel (bebida que combina o doce do mel, a acidez do vinagre de maçã e o picante do gengibre) lança novas combinações alcoólicas todo carnaval. Este ano, duas novidades aparecem nos blocos ao lado do já tradicional Kiro com gim, o Kiro com gim e hibisco e Kiro com rum e cumaru.

Kiro lança novas combinações para o carnaval 

Kiro lança novas combinações para o carnaval  Foto: Kiro

Negroni Bitter & Co. 

Para os fãs do drinque amargo, a versão da marca Bitter & Co. pronta para beber pede apenas um copo com gelo e uma fatia de laranja. Eles também tem versões engarrafadas de dry martini e rabo de galo. 

Negroni na lata da Bitter & Co. 

Negroni na lata da Bitter & Co.  Foto: Negroni

Haiboru

É o primeiro highball – mistura de uísque e água gaseificada popular no Japão – em lata do País. O drinque é feito pela Japas 

Cervejaria, e vem em duas versões: a clássica e outra com yuzu

Haiboru, da Japas Cervejaria, o primeiro highball em lata

Haiboru, da Japas Cervejaria, o primeiro highball em lata Foto: Japas Cervejaria

Gàz Sake 

Criado pela sommelière Yasmin Yonashiro, combina saquê gaseificado com fruta na garrafa. São duas versões: lichia com 

morango e limão-siciliano com capim-santo.

Gàz Sake 

Gàz Sake  Foto: Gàz

 

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