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John Walker, também para mulheres

Paladar conversou ontem com o master blender da Johnnie Walker, Mr. Jim Beveridge. O escocês é um dos ‘narizes’ mais valiosos do mundo,  embora fuja dos holofotes e, por isso, tenha resistido aos convites para segurar seu instrumento de trabalho. “Talvez eu devesse, mas não, não é o caso. Eu tenho uma equipe de 20 pessoas, cada uma delas é boa em perceber determinadas famílias de aromas. Não sou o único”, afirma, com modéstia, o homem capaz de identificar uma centena de notas aromáticas.

21 setembro 2010 | 12:16 por oliviafraga

babette

(Jim Beveridge e o whisky John Walker. Foto: divulgação)

De olhar simpático - sorridente mesmo depois de um voo de 9 horas, atrasado outras 5 -  Beveridge está em São Paulo pela primeira vez para participar do lançamento do whisky John Walker, hoje à noite.

Feito a partir de single malts de 9 destilarias, todas elas operando na época de John Walker, o scotch é item de colecionador: cada garrafa-decanter, de tampa de cristal e gargalo de outro 24 quilates, custará RS 9.980. Jim Beveridge, que diz morar num “cenário de Senhor dos Anéis“, perto de Glasgow, dedicou-se por quase um ano à seleção de single malts para chegar a uma bebida que classifica como “elegante, contemporânea, leve, fácil de beber”. Um whisky para mulheres, então? “Posso dizer que a Johnnie Walker cuida para manter a característica de seus blends – encorpados, defumados, fortes. Mas dessa vez sofisticamos.”

Jim Beveridge nos acompanhou numa prova exclusiva de John Walker. Cor de mel, e no nariz perfume de frutas frescas, o defumado da turfa aparecendo bem discretamente. Na boca, o mel reaparece num whisky de sabor suave, amanteigado, de final pungente.

Ficou com água na boca?