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Isabelle Moreira Lima

La Vie en Rose: o vinho rosé francês da dama de rosa

Chega ao Brasil o La Vie en Rose, do Château Roubine, de Provença. Ele é comandado por Valérie Rousselle, que só se veste com a cor do seu vinho - rosa

26 outubro 2016 | 23:58 por Isabelle Moreira Lima

Desde 1946, quando Edith Piaf gravou uma das mais célebres canções francesas, o mundo (re)conhece o termo La Vie en Rose, amplamente usado pela publicidade, em editoriais de moda e até como nome de esmalte. Por isso é de se espantar que apenas no ano passado um produtor de vinho tenha tido a ideia de usar a expressão no rótulo de um rosé provençal. Saiu da cabeça do jovem Adrien, de 26 anos, que divide o comando do medieval Château Roubine – data do século XIV – com a luminosa Valérie Rousselle, sua mãe. “Achei meio óbvio quando ele falou, mas não custava checar. E descobrimos que ninguém nunca tinha usado, foi espantoso”, afirma Valérie. Nesta semana, os dois lançam o vinho no Brasil.

Valérie é o cartão de visitas deste rótulo e, pode-se dizer, da Provença, de maneira geral. Veste o tom rosa-blush, tão caro aos apreciadores deste estilo de vinho, da cabeça aos pés. Sua história denota coragem, uma vez que, sem pedigree – ninguém da sua família jamais plantou uvas ou vinificou –, ela caiu de paraquedas no mundo do vinho. “Estava estressada, vivendo em Paris. Quando vi a propriedade, me apaixonei, tinha de ser minha”, conta. 

Rosado. Valérie, embaixadora do rosé até no vestuário

Rosado. Valérie, embaixadora do rosé até no vestuário Foto: Divulgação

Espantoso seria se não se apaixonasse: o terreno tem 72 hectares de vinhedos contínuos (algo raro por lá), 13 cepas plantadas, e é um dos 18 crus classé da Provença, com idade estimada em 2.600 anos, uma vez que é cortado por uma rota romana. A paixão (e o mergulho vitivinícola) aconteceu em 1994 e hoje Valérie é líder de duas associações de produtoras na França.

Ficou com água na boca?

O Château Roubine La Vie en Rose 2015 que chega ao mercado brasileiro é feito de um corte de Tibouren, uma raridade provençal que dá um toque defumado aos vinhos, com as perfumadas uvas Grenache e Cinsault. Sai a R$ 132 na World Wine. Não é um vinho gastronômico, porém festivo. Na prática, isso significa que não se deve esperar uma acidez aguda, daquelas de pinicar a boca, mas um vinho agradável, de maciez e delicadeza extremas, bom para beber com os amigos. 

Esse rótulo se soma aos outros dois outros vinhos de Valérie vendidos no Brasil: o Château Roubine Cru Classé Rosé 2014 (R$ 173,80), um corte de sete uvas produzidas no château, e um 100% Tibouren, Inspire Rosé 2014 (R$ 253), feito com cepas colhidas à noite para potencializar o aroma. Seus brancos e tintos não chegam ao País.

Château Roubine La Vie en Rose 2015 que chega ao mercado brasileiro é feito de um corte de Tibouren

Château Roubine La Vie en Rose 2015 que chega ao mercado brasileiro é feito de um corte de Tibouren Foto: Divulgação

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