Bebida

Bebida

Leia sem moderação

Por Cíntia Bertolino

14 de agosto de 2013 | 23:43 por redacaopaladar, Estadão Conteúdo

Especial para o Estado

As histórias do Brasil e da cachaça são indissociáveis. Estão tão entrelaçadas que só agora, quando o País redescobre seus produtos, sua cozinha, a cachaça vem se desvencilhando de estigmas e está entrando com tudo no radar.

No ano passado, Salinas, uma das regiões produtoras mais importantes do País, recebeu do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) o selo de Indicação Geográfica, uma garantia de que métodos tradicionais de produção continuam a ser utilizados. A cidade de Paraty foi a primeira região a receber o selo, em 2007.

FOTOS: Tiago Queiroz/Estadão

A partir deste ano, a cachaça também entrará no mercado americano ostentando no rótulo seu nome original: cachaça. Até o ano passado, quando o acordo entre Brasil e Estados Unidos foi assinado, a bebida recebia a escalafobética denominação de “brazilian rhum”.

Com o acordo, acredita-se que os impostos cobrados pela cachaça no mercado americano terão uma redução de 40%. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), os produtores brasileiros têm potencial para ganhar uma grande fatia do mercado americano (atualmente, o maior importador de cachaça é a Alemanha).

Antes de tudo, porém, é importante entender o que é cachaça. Toda cachaça é uma aguardente, mas nem toda aguardente é uma cachaça. Aguardente de cana é um destilado feito com mosto fermentado de cana-de-açúcar ou destilado simples de cana-de-açúcar com graduação alcoólica entre 38% e 54%. Cachaça é produzida unicamente no Brasil, feita com mosto fresco fermentado obtido do caldo de cana-de-açúcar e tem graduação alcoólica entre 38% e 48%. E o rum? Rum não tem nada a ver com essa história. Embora seja parente da cachaça, é feito com melaço da cana fermentado e destilado. Já pinga é só um dos mais de 700 sinônimos (muitos deles engraçadíssimos, alguns impublicáveis), pelos quais a cachaça é conhecida.

O mundo da cachaça é vasto e pouco explorado. Ainda existem mais perguntas que respostas. Essas, certamente, virão com estudos e pesquisas que dirão quais as melhores madeiras para envelhecê-la (mais de 30 já são usadas) e o que cada uma delas confere à bebida. É possível falar em terroir para cachaça? Muitos acreditam que sim, outros categoricamente afirmam que não, mas não há argumentos suficientemente sólidos. Por enquanto, essa é uma das muitas questões que pairam no ar e só começarão a ser respondidas depois de muita pesquisa e estudo.

Enquanto as respostas não vêm, não é preciso deixar de beber. Por isso, o Paladar preparou um bê-á-bá da cachaça. Leia sem moderação:

A história da cachaça

Cabeça, coração e cauda: as partes da cachaça

Para entender o rótulo das garrafas

Qual é a melhor cachaça para caipirinha?

Essa tem cheiro de ressaca…

Para degustar (sem fazer biquinho)

Mapa da(s) mina(s)

Visitamos um alambique no interior de São Paulo (e você pode visitar também)

O alquimista está chegando

Aqui tem pinga até no nome

MÚSICAS: Elas cantam a cachaça

FOTOS: A produção de cachaça artesanal no interior de São Paulo

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 15/8/2013

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