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Livro propõe uma imersão no universo do chá

Preparar uma xícara de chá pode ser tão simples e tão complexo como cozinhar. A composição e a temperatura da água, o tempo de infusão e o número de vezes que as folhas são reaproveitadas têm papel determinante no resultado da bebida. Esse é apenas um dos temas tratados pela chef Ina Gracindo em Viagem ao Mundo do Chá (272 págs., R$ 40), que a editora Casa da Palavra lança nesta segunda, 22. O projeto começou com a vontade da autora de falar sobre o chá na era vitoriana. Mas ela logo percebeu que não dava para “começar do meio”. Era preciso ir mais longe, no tempo e no espaço. Rumou então para a China, onde o primeiro gole de chá foi documentado na dinastia Han (102 a.C.–220 d.C.), ponto de partida do livro e da história da bebida.

17 julho 2013 | 17:55 por tatianaengelbrecht

O livro mostra como o chá passou das salas de meditação e receitas medicinais aos salões aristocráticos, até se inserir na rotina do chinês comum; e como, a partir do Oriente, ganhou o mundo, modificou a geografia, motivou disputas, tornou-se a especiaria mais cobiçada depois da pimenta e uma das bebidas mais celebradas mundo afora. Entre as curiosidades, Ina revela que todos os chás derivam de uma única planta, a Camelia sinenis (da China). As outras bebidas conhecidas como chá são, na verdade, infusões de ervas ou tisanas. Há ainda receitas de quitutes para o chá das 5 e relatos sobre a cerimônia de chá que a autora acompanhou na China, na Inglaterra e no Rio de Janeiro.

  Registro da ritualística Cerimônia de Chá em Xian, na China. FOTOS: Márcia Clayton/Divulgação

A sensei Ono Akemi recebeu a autora para uma Cerimônia de Chá japonesa no Rio de Janeiro

Localizada em Beijing, a Confucius Tea House é uma das mais tradicionais casas de chá da China 

“Viagem ao Mundo do Chá” (Casa da Palavra, 272 págs., R$ 40)

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