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Merlot das Américas em três rótulos

Por Isabelle Moreira Lima

14 outubro 2015 | 19:34 por redacaopaladar

Há quem defina Merlot como uma Cabernet Sauvignon sem a violência. Extremamente sensível à data exata da colheita – amadurece rápido –, produz vinhos suculentos e aveludados, que evoluem rápido e não apresentam a mesma pujança de taninos da Cabernet.

De origem francesa e uma das mais usadas nos cortes de Bordeaux, correu o mundo e se deu bem em diferentes tipos de terroir. Mas foi nas Américas, de norte a sul, que esta uva fez fama com varietais – o boom nos Estados Unidos foi dos anos 1990 ao começo dos anos 2000 – mas ela continua dando belos vinhos. Por isso, pedimos à sommelière Lerizandra Salvador, do Vicolo Nostro dicas de três expressões americanas da Merlot, um jeito gostoso de desvendar a uva.

Produzido no Columbia Valley, no estado de Washington (EUA), onde a Merlot se destaca pela boa acidez e cor atraente, traz aromas de frutas negras maduras com toque de baunilha e especiarias. Na boca, corpo médio, taninos macios e um final que lembra ervas. Elegante e equilibrado. R$ 125 na Devinum.

Ficou com água na boca?

Do Chile, onde a casta exibe caráter frutado e geralmente menos alcoólico, Lerizandra escolheu este exemplar do vale de Maulle. No nariz, traz cassis, ameixas negras e frutas vermelhas com toque de café. Na boca, é redondo e equilibrado. Fácil. R$ 140,25 na Decanter.

Rutini Merlot 2009

Para terminar, um rótulo da Argentina, onde a casta traz principalmente aromas de madurez. De Mendoza, o vinho sugerido tem notas de ameixas, especiarias e baunilha. É estruturado e fresco, tem taninos macios e sedosos e um final longo. Estagia por 12 meses no carvalho. R$ 182 na Zahil.

>> Veja a íntegra da edição de 15/10/2015

Ficou com água na boca?