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Só de birra

Heloisa Lupinacci

Misture a cerveja no copo

Cerveja não é um líquido imaculado: perca o medo de "blendar" estilos, adicionar suco ou mesmo outros temperos

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27 de fevereiro de 2020 | 17:57 por Heloisa Lupinacci, O Estado de S.Paulo

Das coisas que mais gosto nos bares de autosserviço (em que você alimenta um cartão com crédito e enche o próprio copo), é misturar cervejas. Às vezes duas sours juntas ficam melhor do que uma sozinha. As IPAs pesadas ganham leveza diluídas em cervejas mais neutras. 

Também é divertido temperar cerveja. Pense na michelada, bebida com cerveja, sal, limão, molho inglês e gelo. Aliás, se a sede é muita e o calor é bravo, ponho gelo na cerveja (não sendo um rótulo caríssimo) numa boa.

Ajubá e Guapuru, duas double sours com lactose pensadas para blendar.

Ajubá e Guapuru, duas double sours com lactose pensadas para blendar. Foto: Oca

 

E dá para misturar cervejas a outras bebidas. A sommelière Priscilla Colares faz uma mimosa incrível, a juicy weiss, com suco de laranja e weiss. 

Cerveja não é um líquido imaculado. Fomos de um extremo a outro, de tomar cerveja sem pensar a tratar a bebida com tanta cerimônia que dá preguiça de sair para beber. Experimente “blendar” cervejas (é tendência!) ou preparar a juicy weiss.

Guapuru e Ajubá

R$ 39,99 (437 ml, cada)

No meio cervejeiro mais geek, “blendar” cervejas é tendência há tempos. Tanto que existem cervejas lançadas em dupla, que blendam bem. É o caso da Guapuru e da Ajubá, da Oca. Elas têm a mesma base – são double sours, com 7% de teor alcoólico, com lactose. A Guapuru leva amora e jabuticaba, é mais azedinha, fresca. A Ajubá tem adição de manga e banana, é mais corpulenta e exuberante. Juntas, formam uma bebida tropicácida.

Ficou com água na boca?