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Carolina Oda

Nitrogênio na cerveja? Sim, do tanque à extração

Americana Founders volta ao Brasil com os chopes da linha nitro

01 junho 2016 | 20:24 por Carolina Oda

Enquanto umas marcas vão embora, outras voltam. Para a nossa alegria! Depois de um tempo fora do mercado, a americana e prestigiada Founders, que trocou de importador, está de novo nas prateleiras e chopeiras do Brasil. E com novidade nitrogenada.

Além das já queridinhas All Day IPA e da Centennial IPA (em garrafa, lata e chope); da Mosaic Promise (em garrafa); da KBS e da Dirty Bastard (em chope), vêm, pela primeira vez, os chopes da linha nitro, moda cervejeira nos EUA: cervejas que recebem nitrogênio desde o tanque até a extração do barril. 

E o que seria isso? Lá vem papo de química? Mais ou menos, mas dá pra traduzir. Todas as cervejas que tomamos têm, em maior ou menor quantidade, gás carbônico, o CO2. Ele é formado naturalmente pelas leveduras na fermentação. Para tirar chope do barril, é utilizado o mesmo gás, puro ou misturado com nitrogênio – o gás entra no barril e expulsa o líquido, que sai pela torneira da chopeira. 

O que algumas cervejarias estão fazendo é tirar chope com bem mais nitrogênio (3/4 nitro, 1/4 CO2). A diferença é nítida, no olho e na boca. O nitrogênio vira mais um ingrediente da cerveja. Na boca, com mais e menores bolhas, a sensação é de cremosidade. A espuma é mais duradoura; o corpo, mais leve, suave. Isso pode até dar a impressão de que a cerveja está sem gás, choca, mas não se engane. Ela só tem menos do gás a que as pessoas estão acostumadas. Visualmente, ocorre o chamado “efeito cascata”. Por ser menos solúvel, parte do nitrogênio quer sair do líquido, expulsando também o CO2. Ou seja, chamamos de cascata, mas, na verdade, são os gases subindo em direção à espuma, não descendo. 

Usar mais nitrogênio não é novidade para as maltadas cervejas da escola inglesa, como a Guinness e a Old Speckled Hen, mas a tendência é usá-lo em qualquer estilo. Nas lupuladas, o resultado é uma percepção de menos amargor – normalmente, amplificada pela acidez do gás carbônico. 

No Empório Alto dos Pinheiros, por exemplo, todas as 33 torneiras hoje injetam mais nitrogênio nos rótulos engatados, independentemente da origem “nitro” de fábrica. Segundo Paulo Almeida, dono do empório, os clientes têm gostado.

Tudo por uma boa espuma, cremosidade e um lindo bigodão branco!

 

  Foto: Divulgação

FOUNDERS NITRO OATMEAL STOUT

Michigan, Estados Unidos 

R$ 12 (150 ml) no Empório Alto dos Pinheiros

Com aveia na receita (oatmeal, em inglês), aveludada, tem notas tostadas do malte em destaque, lembra chocolate e café; tem baixo amargor.

 

  Foto: Gabriela Biló|Estadão

FOUNDERS NITRO PALE ALE

Michigan, EUA 

R$ 23 (300 ml) no bar COD

Uma Pale Ale com corpo médio, leve doçura do malte em equilíbrio com o amargor e aroma cítrico típico dos lúpulos americanos. 

 

  Foto: Divulgação

MILL COBBLESTONE STOUT

Toronto, Canadá

R$ 25 (440 ml) na Cerveja Store

Com trigo em flocos para ajudar na formação de espuma e dar mais corpo e sensação aveludada, tem notas de café, chocolate e nozes.

 

  Foto: Divulgação

MILL ST. VANILLA PORTER

Toronto, Canadá 

R$ 25 (440 ml) na Cerveja Store

Feita com extrato natural de baunilha, tem essa nota bem característica combinada com o sabor achocolatado do malte.

 

  Foto: Divulgação

GUINNESS

Dublin, Irlanda 

R$ 23,90 (440ml) no Clube do Malte

Esta é um clássico. É a cerveja Stout mais consumida do mundo e muito direta: tem o sabor de malte tostado como descrição-chave. 

Ficou com água na boca?