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Novos rótulos da Liga das Cervejas Extraordinárias

Na manhã de quarta-feira, depois de algumas tentativas, consegui finalmente falar com Ronaldo Pinto Flor, dono da Gaudenbier, apontado como um dos responsáveis pela rica cena cervejeira de Curitiba. A Gaudenbier é uma cervejaria que, além de produzir suas marcas próprias (Gaudenbier, Pagan e The Beers), abriga a produção das cervejas da chamada Liga das Cervejas Extraordinárias, formada por ex-cervejeiros caseiros (DUM, Cia Morada Etílica, F#%&ing). Ronaldo falou sobre novidades das marcas brassadas na Gauden e sobre a união dos cervejeiros de Curitiba para melhorar o cenário por lá.

26 fevereiro 2014 | 17:27 por heloisalupinacci

Novidades. No Festival Brasileiro, a Cia. Morada Etílica apresenta a Hop Arábica, american blonde ale com adição de café, feita em parceria com a Lucca Café. A F#%&ing lança uma session. E a DUM apresenta a Grand Cru, uma witt com muita casca de laranja. A Tormenta, que era produzida na Bierhoff, passa ser brassada na Gaudenbier. “Com isso, já não tenho mais capacidade de acomodar mais marcas. Já não teria, na verdade, mas como ela é da Liga das Cervejas Extraordinárias, todo mundo vai espremer um pouquinho”, diz Ronaldo Pinto Flor.

Vídeo do lançamento da Grand Cru, da DUM, que é produzida na Gaudenbier

Produção. A Gaunden tem três marcas próprias: Gaudenbier, Pagan e The Beers. A Gaudenbier tem uma linha mais convencional, com pilsen, pale ale, hefe-weissbier e a naturtrüb. A Pagan é a mais inglesa das cervejarias nacionais. E a The Beers é uma marca musical. Produzimos a Underground Rock Pale Ale, a Partido Alto, uma samba pilsen (risos), a Chicago Blues Robust Porter… Além disso, produzimos os rótulos da DUM, da Cia Morada Etílica, da F#%&ing e vamos produzir Tormenta. Fazemos as cervejas da rede Madalosso (só para Curitiba) e da Blondine — Black Moose e Jackpot –, mas eles logo mais passarão a produzir em fábrica própria em Jundiaí (SP).

Cadeia de abastecimento. As marcas são deles. Eles cuidam das receitas e da divulgação. Nós cuidamos da produção. E vendemos as cervejas para a Liga das Cervejas Extraordinárias, que cuidam da distribuição. Foi um jeito de viabilizar o negócio. A Liga das Cervejas Extraordinárias é formada por DUM, Cia Morada Etílica, F#%&ing, Tormenta, Gaudenbier e 2Cabeças. Com a 2Cabeças temos uma parceria de distribuição: eles distribuem nossos rótulos no Rio, nós distribuímos 2Cabeças no Paraná.

Crescimento. O que eu acho um motivo importante para a cena curitibana ser grande é a criação da Procerva, uma associação de microcervejarias. Com ela, conseguimos nos mobilizar e fazer conquistas importantes. Por exemplo, antes, para fazer um registro de uma receita no MAPA levava 18 anos. Hoje, são 3 meses. A união é um fator importante para o desenvolvimento do cenário cervejeiro.

No final da conversa, perguntei a ele sobre a cachaça que ele faz. “É a Cachaça Flor. O nosso grupo chama Gauden Flor por causa dela. Ela é orgânica e maturada por três anos em barril. Não é o nosso foco, mas ela é vendida também.”

Ficou com água na boca?