Paladar

Bebida

Bebida

O som do vinho

21 setembro 2014 | 21:38 por mariliamiragaia

FOTOS: Tiago Queiroz/Estadão

Com melodias reproduzidas ao vivo no 8º Paladar Cozinha do Brasil, os instrumentistas ilustraram, taça a taça, vinhos propostos por Beato. Foi aí que a bebida deixou de ser apenas cítrica, mineral e herbácea, e passou a ser também intensa, viva e desafiadora. Era o caso de um “nervoso e provocador” espumante de Limoux, na França, que foi harmonizado com Bebê, de Hermeto Pascoal, música ligeiramente agitada, que acompanha “a movimentação constante das bolhas”. “Não esqueça de tomar um golinho de vinho enquanto ouve a música”, lembrava Beato aqui e ali enquanto os cinco rótulos que selecionou eram servidos.

Exemplo do casamento é o Clotilde Davenne, tinto delicado e com uma leveza agressiva da Borgonha, que nasceu para o compositor Thelonious Monk, pianista e compositor de jazz. “Escolhemos porque é o compositor menos acanhado que existe, por causa de seu nervosismo além da delicadeza”, explicou Luca.

Não houve dúvida de que os rótulos degustados, entre Borgonhas e Bordeaux, brilharam. Mas não ofuscaram a melodia da música.

Nas palavras de Beato, os instrumentistas presentes na degustação são o “Romanée-Conti da música brasileira”. Uma elogiosa referência ao grande produtor da Borgonha.

Ficou com água na boca?