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Bebida

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Ora, labora e fermenta

Até há poucos anos, o título era restrito a seis belgas. Depois, veio uma holandesa. Uma francesa também tentou entrar no clube, sem sucesso. E a partir desta semana, uma austríaca se tornou a oitava cerveja a poder usar o selo “autêntico produto trapista” em seu rótulo.

17 outubro 2012 | 22:33 por robertofonseca

FOTOS: Renê Aduan Jr/Divulgação

A Gregorius, feita pelos monges de Engelszell, foi autorizada a entrar no grupo no começo do ano, mas só nesta semana recebeu o selo. O beer sommelier brasileiro Renê Aduan Jr. foi um dos primeiros a degustar a belgian strong ale de 9,7% de teor alcoólico, cor marrom escura e espuma de baixa formação. Segundo ele, há no aroma notas de malte que remetem a café e caramelo, com presença sutil de frutado e lúpulo. No sabor, destacam-se notas tostadas, residual adocicado e força alcoólica.

Monastério de Engelszell, na Áustria

O selo é concedido pela Associação Trapista Internacional e determina que as cervejas sejam produzidas em monastérios da ordem, por monges ou sob supervisão deles, sem fins lucrativos. Outros produtos, como queijos, podem receber a denominação, cujo objetivo, segundo a entidade, é garantir padrões de qualidade e a tradição das produções.

Seis cervejarias belgas usam o selo: Achel, Chimay, Orval, Rochefort, Westmalle e Westvleteren. A última é a mais cobiçada, pela venda restrita. As demais podem ser achadas no Brasil, assim como a holandesa La Trappe. A francesa Mont des Cats, feita sob supervisão da Chimay, foi rejeitada pela associação.

Veja todos os textos publicados na edição de 18/10/12 do Paladar

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