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Os garagistas brasileiros e seus vinhos artesanais

20 de setembro de 2014 | 18:47 por redacaopaladar, Estadão Conteúdo

A expressão “garagista” foi criada pelo famoso crítico Robert Parker para identificar um produtor francês, Jean-Luc Thunevin, que começou a fazer vinhos literalmente na garagem de sua casa em St-Emilion. Hoje, designa micro ou pequenos produtores que fazem vinhos artesanais, em geral naturais ou orgânicos, em qualquer parte do mundo. O pequeno, mas fascinante, universo dos garagistas brasileiros, foi o tema da degustação conduzida pelo casal Lis Cereja e Ramatis Russo no 8° Paladar Cozinha do Brasil sob o tema “Os garagistas daqui: vinhos brasileiros que os brasileiros não conhecem”.

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FOTOS: Guilherme Gomes/Estadão

Em sua apresentação, Lis e Ramatis destacaram o esforço de muitos desses produtores, que produzem vinhos em pequena escala, sem qualquer apoio governamental e com pouco reconhecimento, inclusive dos próprios consumidores, por puro desconhecimento. E contaram um pouco da história de cada um, que conheceram in loco. “No coração desses produtores, bate uma paixão e não uma cifra”, definiu Lis, ressaltando que são os vinhos que mais vendem no restaurante.

Os vinhos servidos (quatro, no total) surpreenderam positivamente a plateia que lotou a sala onde ocorreu a degustação. O interesse pelo tema ficou claro em perguntas sobre as características desse tipo de vinho, especialmente em relação à conservação e se a bebida mantém a qualidade de uma safra para a seguinte. E também se podem ser bebidos sem grandes preocupações com o dia seguinte. “São vinhos sutis e delicados”, resumiram Lis e Ramatis.

Vinhos degustados:

De Lucca Peverella (sem safra)

Vinha Única “As Bacantes” 2014

Vinhética Terroir de Rouge 2014

Juan Carrau Cabernet Sauvignon 2009

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