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Os gringos se rendem à cachaça

20 setembro 2014 | 22:43 por Míriam Castro

FOTOS: Daniel Teixeira/Estadão

Tudo era descontraído, graças ao talento para showman do bartender italiano e suas interações divertidas com o colega. Não demorou para a dupla convocar os alunos a preparar seus próprios drinques, como o Aquela Onça, feito com xarope Amaro Lucano, gim, suco de limão, gengibre e chimarrão frio. Conta La Pietra que o nome surgiu por causa de um cliente enamorado por uma moça com roupa de oncinha. Minutos depois, percebeu que na plateia tinha uma mulher vestida dessa maneira – garantia de mais risadas.

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Em português fluente, os dois bartenders falaram sobre maneiras de misturar a cachaça com outras bebidas para fazer drinques em casa, usando bitters e outros ingredientes tradicionais na coquetelaria. O primeiro a ser distribuído, o Ordem e Prosecco, levava uma combinação da branquinha com espumante e mel de flor de laranjeira. A adstringência do espumante evitava que o mel se tornasse enjoativo, já que o gosto era sentido apenas no fundo da garganta.

Rodrigo Oliveira com Fabio de la Pietra e a cabaça

La Pietra mostrou com orgulho uma cabaça conectada a um dispenser de água. Era uma Claudionor, envelhecida por três meses. “Enquanto barris comuns têm transpiração, a cabaça é porosa apenas por dentro e dá doçura à bebida.” Quando parecia que a festa tinha terminado, Rosa fez uma surpresa. Uma rodada de cachaça branca, pura, para que todos degustassem a branquinha em sua melhor forma.

Ficou com água na boca?