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Suzana Barelli

ProWine São Paulo, a primeira feira de vinhos pós-covid

Aberto aos profissionais do setor e com diversos protocolos de segurança, evento traz 320 marcas de vinho, de 15 países

05 de outubro de 2021 | 03:00 por Suzana Barelli, O Estado de S.Paulo

Depois de quase dois anos, as feiras de vinho começam a voltar ao cenário. No Brasil, a ProWine São Paulo, que acontece entre hoje e 7 de outubro no Transamérica Expo Center, em São Paulo, é o primeiro grande evento presencial de brancos e tintos pós-covid. Aberto aos profissionais do setor e com diversos protocolos de segurança – além da máscara, obrigatória quando não tiver provando vinhos, apenas 1 mil pessoas podem entrar no pavilhão por vez e o certificado de vacinação deve ser mostrado na chegada, por exemplo – a feira vem agitando o setor.

O primeiro ponto é que o pavilhão atingiu a sua capacidade máxima – serão 320 marcas de vinho, de 15 países – e vários expositores ficaram de fora. “Infelizmente aqueles que definiram sua participação no último mês não encontraram mais espaços disponíveis”, diz Rico Azevedo, sócio da Emme Brasil, empresa que junto com a Messe Düsseldorf e a Inner Group promovem o evento. A Messe Düsseldorf é a organizadora da ProWein, a mais importante feira de negócios do setor, que volta ao formato presencial em março do ano que vem na Alemanha.

Feira reúne 320 marcas de vinho, de 15 países .

Feira reúne 320 marcas de vinho, de 15 países . Foto: Regis Duvignau/Reuters

Na versão brasileira, o primeiro destaque é o interesse de marcas estrangeiras para encontrar um parceiro no Brasil. Vale lembrar que o consumo de vinho entre os brasileiros teve aumento recorde durante a pandemia –  segundo a Organização Internacional da Uva e do Vinho, esta alta foi de 18% no ano passado, enquanto a maioria dos países registrou queda no consumo.

A feira é também sinônimo de tendências. Uma delas são os chamados vinhos com teor alcoólico mais baixo, tema que cresce em importância em mercados mais tradicionais no vinho, como a Inglaterra. O assunto, explicado por Rodrigo Lanari, da consultoria inglesa Wine Intelligence, é um dos destaque do fórum, que acompanha os três dias do evento. Outro tema  é o mercado de vinho em lata, visto como embalagem potencial no “novo normal”. O sommelier Diego Arrebola, que é sócio da Ayra Wines, aproveita a feira para lançar a segunda edição de suas latinhas – a primeira foi apresentada ainda durante a pandemia.

Outro destaque é a presença de mais de 20 vinícolas brasileiras, apresentando seus lançamentos, principalmente nos chamados vinhos finos. Vale lembrar que estes rótulos elaborados com variedades viníferas é o que mais cresce com a pandemia – nos dados da consultoria Ideal (que também fará sua apresentação na ProWine), a venda dos chamados vinhos finos estão 39% maiores no acumulado de janeiro a agosto, na comparação com igual período do ano passado. Dos estrangeiros, o maior destaque é Portugal, país que disputa com a Argentina o segundo lugar entre os rótulos mais importados pelo Brasil.

Esta edição da ProWine  dará pistas sobre qual será o papel das feiras pós-pandemia. Antes do impulso recorde das plataformas online pela pandemia, elas eram um importante centro de lançamentos e tendências. A conferir.

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