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Romanée-Conti amplia área de produção

Por Jacques Trefois, especial para o Estado

17 outubro 2009 | 15:42 por oliviafraga

Dar notícia sobre a mística Domaine Romanée-Conti, a produtora de vinhos mais famosa do mundo, é sempre fascinante. Ela acaba de fazer um contrato “en fermage” com os Príncipes de Merode, um importante produtor da região de Corton. Essa região é famosa pelo vinho branco Corton Charlemagne.

Trata-se de uma locação das vinhas por prazo longo, geralmente dezoito anos. Cerca de 30% da produção anual fica com o dono das vinhas.

A Romanée-Conti vai trabalhar as vinhas e vinificar os grand crus

-1,19 hectare de Corton-Bressandes, com vinhas de 50 anos

Ficou com água na boca?

-0,57 hectare de Corton Clos-du-Roi: 35 anos

-0,50 hectare de Corton-Renardes, com vinhas de 53 anos

As vendas da produção combinada devem começar em 2012. Não duvido que Aubert de Villaine e Henri-Frederic Roch vinificarão vinhos maravilhosos.

[O vinhedo murado de Romanée-Conti]

Sem dúvida a Domaine de Romanée-Conti é a mais importante da Borgonha (quiçá do mundo), e detém hoje 6 grandes regiões produtoras. Vale recapitular:

-a menor (e melhor) área: 1,81 hectare de Romanée-Conti, (Monópole), com vinhas de 49 anos

-6,06 hectares de La Tache (Monopole), de vinhas de 44 anos

-3,51 hectares de Richebourg, com vinhas de 44 anos

-4,67 hectares de Echezeaux, com vinhas de aproximadamente 36 anos

-3,52 hectares de Grands Echezeaux; vinhas de 35 anos

-5,28 hectares de Romanée Saint-Vivant; vinhas 35 anos

São todos “grand cru” produzindo vinhos tintos.

Dependendo da safra, e usando suas vinhas mais novas de até 10-12 anos, ela também produz um Vosne Romanée 1er cru.

E ainda há os brancos…

-0,17 hectare de Batart-Montrachet. São as vinhas mais antigas, com média de 75 anos, produzindo vinho branco nunca comercializado. Esse vinho fica na Domaine, e às vezes uma garrafa é aberta para ser degustada e bebida por visitantes.

[Aubert de Villaine, em São Paulo, 2006]

Tive a oportunidade e a honra quando a visitei, de poder experimentar um par de vezes o Batard Montrachet. É um vinho realmente sublime, completo em todos os sentidos, perfumado, elegante, profundo e longo. Pareceu-me até mais complexo que seu irmão mais importante, o Montrachet. Será que por que são vinhas ainda mais velhas?

Ficou com água na boca?