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Bebida

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Saiba comprar para não azedar

Por Luiz Horta e Lucinéia Nunes

17 janeiro 2013 | 03:21 por redacaopaladar

Estamos em plena temporada de bota-fora anual de vinhos em importadoras e supermercados. É a hora de dúvida: acreditar na promoção e comprar, correndo o risco de cair numa roubada, ou deixar passar? Nesta edição, o Paladar chama a atenção para aspectos da  garrafa que podem alertar que o vinho em questão é uma fria, que nunca vai ser bebido – seu destino é ir para a panela, virar molho.

Veja abaixo quais são os detalhes que indicam que a garrafa não foi bem conservada. Aqui, reunimos indicações de rótulos que estão com bons preços e tendem a estar em boa condição – seja pelas características do vinho, que permitem que ele seja armazenado por mais tempo, seja pela idade da garrafa que está em liquidação.

É hora de renovar a adega e há bons achados no meio dos mais de 800 rótulos em oferta em oito importadoras e supermercados.

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RÓTULO + GARRAFA 

A coisa mais importante a ser observada na embalagem é se há traços de vazamento, alguma gotinha escorrida, pois denota que houve entrada de oxigênio e saída de líquido da garrafa. O aspecto estético do rótulo é secundário. Rótulo rasgado ou sujo pode ser feio, mas não quer dizer nada sobre o conteúdo.

CÁPSULA

A cápsula metálica que recobre a rolha não tem função decorativa: protege a rolha contra fungos e ajuda a evitar seu ressecamento. A falta de cápsula preocupa. Uma garrafa sem ela tem mais risco de estar perdida

do que uma garrafa sem rótulo.

ROLHA

Aqui começa o maior problema e ao qual se deve dar mais atenção. Rolha estufada indica que o vinho foi exposto a calor excessivo ou teve alteração (como uma nova fermentação espontânea), empurrando a rolha levemente para fora. Confira, olhando contra a luz, se a pontinha inferior da rolha está bem úmida, pois rolha ressecada encolhe e pode não vedar bem o gargalo, deixando entrar oxigênio.

SAFRA

Não é esnobismo, nem é para ficar olhando aquelas hediondas tabelinhas de safra (“este foi um ano horrível para os Borgonhas”, diz o afetado). Aqui, a utilidade da safra é ver a idade dos vinhos vendidos. Brancos leves, sem madeira, despretensiosos, são para serem bebidos logo, como os rosés simples e os tintos ligeiros, no estilo dos Beaujolais novos: passou de um ano, no máximo (já arriscando bastante) dois, não é mais para comprar.

+ Veja bons vinhos em promoção, indicados pelo colunista de vinhos do Paladar, Luiz Horta

+ Quando são as liquidações e quais garrafas valem a pena

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