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Sutilezas líquidas - Degustação de saquê

É possível tomar bom saquê fora do Japão – mas ele é raro e caro. Organizamos uma degustação para testar algumas garrafas, de variadas categorias, encontradas por aqui. Participaram Ana Kanamura, consultora da Studio Sake; Daniela Bravin, sommelière e dona do restaurante Bravin; e Alexandre Iida, da Adega de Sake (Al. dos Nhambiquaras, 1089, Moema, São Paulo, SP, 4304-0025 / 0028), onde ocorreu a prova.

05 setembro 2013 | 02:02 por joseorenstein

Daniela, que só tinha participado de degustação de saquê uma vez na vida, há cinco anos, trouxe o referencial do vinho. Depois de alguns copos de saquê, exclamou: “Não consigo achar o corpo, é tudo muito sutil” – ao que Ana e Alexandre riram, lembrando que, de fato, provar um saquê exige outro tipo de sensibilidade. Atenção às sutilezas e ao efêmero, tão característicos da cultura japonesa.

Zaku Daiguinjo

R$ 220

De longe, e por unanimidade, o melhor. Complexo, com um aroma bem intenso frutado e floral, pouco lembra os saquês comuns. Muito equilibrado.

FOTOS: José Patrício/Estadão

Dewazakura Guinjo

De cor límpida, boa acidez e uma notável riqueza de aromas. Foi o segundo que mais agradou na degustação.

Tengumai Koshu

Envelhecido por dois anos, tem coloração amarelada típica. Não revela o frescor característico do saquê recém-feito, mas persiste um pouco mais na boca.

Eiichi Junmai

De cor um pouco mais amarelada, que pode ser sinal de leve oxidação, não fez feio, apesar de um pouco desequilibrado no álcool. Bem seco e com final leve.

Ikekame Nigorizake

O mais diferente da prova, tem uma cremosidade e resíduos que persistem na língua, já que não é filtrado. Aroma mais forte e complexo, mas no sabor chamou mais atenção o excesso de álcool.

Onde comprar

- Adega de Sake: Al. dos Inhambiquaras, 1.084, Moema, 4304-0025

- Alguns rótulos podem ser encontrados na Liberdade, no mercado Marukai (R. Galvão Bueno, 34) ou no Kazu Sake (R. Thomaz Gonzaga, 84)

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>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 4/9/2013

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