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Só de birra

Heloisa Lupinacci

Taco é fácil de combinar com vinho e com cerveja

Confira sobre a experiência da equipe do Paladar em busca da combinação perfeita para o prato mexicano

25 novembro 2015 | 17:49 por Redação Paladar

Na Taquería La Sabrosa, pedimos taco de carnitas e abrimos três vinhos escolhidos pelo especialista Marcel Miwa e duas cervejas selecionadas pelo sommelier Renê Aduan Jr. O objetivo era fazer o melhor par para o taco. Além dos dois, participaram da prova a colunista de cerveja do Paladar, Heloisa Lupinacci, a repórter de vinhos, Isabelle Moreira Lima, e Hugo Delgado, do La Sabrosa.

Versátil. Prato combinou com cerveja amarga e com cerveja maltada, com vinho branco, rosé e até com tinto FOTO: Reprodução

O taco combinou com tudo. Apostamos em bebidas para refrescar a pimenta e os temperos fortes; e também no encontro de sabores caramelizados. Houve bons casamentos de estilos diferentes: mais festivo, ousado, e um a base de papo cabeça.

VINHOS

JALÓN LAS PIZARRAS 2009

Origem: Aragón, Espanha

Preço: R$ 77,18 na Mistral

Era a aposta mais ousada: um tinto leve não parecia tiro certeiro para combinar com o taco. Este Garnacha lembra geleia de fruta negra, tem um toque tostado e certa mineralidade. Seus seis anos em garrafa trazem ainda notas de alcaçuz. É um vinho quente (14% de álcool), com boa acidez e taninos rústicos. Na hora do casamento, a relação começou com arestas. Mas umas gotinhas de molho de pimenta no taco resolveram: o vinho encontrou a pimenta, aplacou o ardor e ainda por cima ficou parecendo mais leve.

DE MARTINO GALLARDÍA CINSAULT ROSÉ

Origem: Vale de Itata, Chile

Preço: R$ 87,50 na Decanter

Este foi o casamento mais cabeça, daquelas combinações que fazem a mesa ficar em silêncio para perceber tudo o que está acontecendo na boca. O rosé de Cinsault tem boa relação custo-benefício para quem busca o estilo rosado da Provence feito no Novo Mundo. Bem mineral, tem fruta discreta que lembra lichia. Deve ser consumido em até dois anos. Fez uma harmonização justa e equilibrada: começou contido e foi crescendo, equilibrando cada família de sabores do taco.

SALTON PARADOXO GEWURZTRAMINER

Origem: Campanha Gaúcha, Brasil

Preço: R$ 29 na loja da Salton

Amarelo-palha, traz aromas de lichia e de rosa, além de um toque salino. É fresco e tem boa acidez. Uma boa representação do terroir brasileiro. Fez um casamento festivo com o taco, uma combinação que sugere passar a tarde inteira comendo e bebendo. Combinou bem com a salsa verde e limpou a boca, dando vontade de comer mais.

CERVEJAS

WORTHY PALE ALE

Origem: Oregon, EUA

Preço: R$ 24 (350 ml)

Pale ale com jeito de IPA, a Worthy vem em lata, deixando claro que a estrela ali é o buquê de lúpulos cítricos com aromas frescos, que remetem a maracujá, grapefruit, alguma coisa de resina de pinho e notas terrosas. Com 6% de teor alcoólico, tem boa estrutura. Resultado: enfrentou bem a carne de porco temperada por um lado, e, por outro, fez uma boa aliança entre o frescor do guacamole e da salsa verde e a citricidade do lúpulo. Assim como o Gerwurztraminer, foi um casamento festivo, para quem quer pensar pouco e se divertir bastante.

BROOKLYN BROWN ALE

Origem: Nova York, EUA

Preço: R$ 23 no Empório Alto de Pinheiros

Foi um casamento caramelizado: o toque de caramelo do malte desta brown ale agarrou firme nas notas caramelizadas do porco tostadinho e não largou mais. Foi um encontro perfeito.

Ficou com água na boca?