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Bebida

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Tão famosa, tão injuriada

Desde seu nascimento pelas mãos do alemão Josef Groll na cidade de Pilsen (República Checa), em 1842, até hoje, a bohemian pilsner se tornou o estilo mais famoso do planeta. E também o mais “injuriado”: muitas lagers sem graça, malte e amargor tomam seu nome. Além do quarteto ao lado, há no Brasil as pilsens checas Lobkowicz, Zatec, Primator e Diva, entre outras. FOTOS: Roberto Fonseca/Estadão

21 novembro 2012 | 22:00 por robertofonseca

Pilsner Urquell - Origem: Rep. Checa / Preço: cerca de R$ 20 (500 ml)

‘Mãe’ do estilo, esta pilsen de 4,4% de teor alcoólico tem notas intensas de malte (lembram biscoito e grãos) e lúpulo herbal moderado no aroma. Esses elementos se repetem no sabor, onde se percebe um amargor fino e afiado, com final seco.

Vai para o copo? Sim. Além da tradição, tem bom amargor e base de malte.

1795 - Origem: Rep. Checa / Preço: cerca de R$ 15 (500 ml)

Ficou com água na boca?

Vai para o copo? Não chega a desagradar, mas precisaria ter mais lúpulo e um final mais seco para fazer jus ao padrão do estilo.

Czechvar – Origem: Rep. Checa / Preço: cerca de R$ 15 (500 ml)

Chama-se Budvar na terra natal, mas um acordo com a AB-Inbev, podutora da Budweiser, levou à mudança de nome fora da Europa. Tem 5% e boas notas de malte (pão) e adocicadas. Amargor e final seco mais sutis que os da Urquell.

Vai para o copo? Amargor interessante, mas poderia ter lúpulo mais presente no aroma e sabor.

Praga – Origem: Rep. Checa / Preço: cerca de R$ 12 (500 ml)

Da mesma cidade da Czechvar, tem 4,7% de teor alcoólico, boas notas de malte (biscoito e grãos), amargor e final seco médios. Há, ainda, uma nota alcoólica perceptível, mas não exagerada.

Vai para o copo? Tem o preço mais interessante do grupo, mas também carece de notas de lúpulo mais intensas no aroma e sabor.

>> Veja todos os textos publicados na edição de 22/11/12 do ‘Paladar’

Ficou com água na boca?