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"Tintim" com cerveja e cachaça

21 setembro 2014 | 21:33 por redacaopaladar

Por Daniel Telles Marques

Era uma tradição mineira: ao lado da cerveja, uma dose de cachaça. E como “quando a tradição se encontra com a inovação a história evolui”, virou mote para casar boas cervejas com cachaças de qualidade.

FOTOS: Fernando Sciarra/Estadão

“Na maioria das harmonizações, a gente está pensando em complementos”, disse Paulo Leite, mineiro, cachaceiro e cervejeiro, responsável por conduzir a degustação “Cerveja e Cachaça”. Pensar que álcool e álcool se complementam para explicar a frase de Paulo é pouco para entender a proposta. Ele queria que os sabores se completassem.

Seguiu-se a experiência mais radical da tarde. “Quem quiser arriscar, pode jogar uma dose (da cachaça) dentro da cerveja”, pediu Paulo já no segundo gole da belga Lifferman Curvee, acompanhada da Capela de Minas. “Ela é muito doce e falta álcool. Acho que a cachaça dá uma arredondada”, disse.

“Essa ideia nasceu de um submarino”, contou — quando se coloca um copo invertido com uma dose de Steinhaeger e completa-se com cerveja. Se um dos caminhos das harmonizações é a busca por similaridades, beber a Backer Bravo, portter maturada em barris de amburana por onde passou cachaça, acompanhada de uma cachaça maturada em amburana é o casamento perfeito. “Esse é um tintim”, disse, batendo as próprias taças de cachaça com a de cerveja.

Ficou com água na boca?