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Tomando 20 anos presos numa garrafa

As garrafas de Del Pizzol degustadas (Foto: Tiago Queiroz/AE)

30 julho 2011 | 19:46 por janainafidalgo

Por Daniel Telles Marques

O que acontece com os sabores presos durante anos na garrafa? “Minha avaliação de vinho é na taça. Sou um jornalista, não um membro da família Del Pizzol. Não sei o que aconteceu à vinícula, meu interesse é pela bebida”, disse Luiz Horta, colunista de vinhos do Paladar. Por isso, as duas primeiras garrafas consumidas vieram da mesma safra, a de 1991. “Pense o que aconteceu na sua vida nesses 20 anos e imagine que está tomando esses 20 anos que ficaram presos na garrafa”, brincou.

Bem humorado, Horta seguiu com a degustação dos merlots de 1993, 1999, 2002, 2003 e 2004 da vinícula gaúcha. Segundo o colunista do Paladar, as pessoas abandonaram o hábito de conservar vinhos por longos anos. “Com isso aqui eu queria estimular os produtores a preservarem suas safras.”

Os 13 anos que separam a primeira safra provada da última revelaram complexidades acumuladas pelos anos, no cheiro, cor e gosto. Do tanino acentuado nos mais antigos aos ácidos mais marcantes nos mais novos.”Eu recomendo que vocês comprem safras antigas. São sempre uma surpresa e, normalmente, uma surpresa boa.”

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