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Heloisa Lupinacci

Três boas novas cervejeiras e cinco boas novidades

Confira as novidades dessa semana

20 agosto 2014 | 21:47 por Heloisa Lupinacci

O mundo da cerveja brasileira anda agitado. Nesta semana, três grandes notícias.

1. A mineira Wäls finalmente anunciou para valer sua nova fábrica, em San Diego, na Califórnia. A cervejaria já havia lançado neste ano sua marca nos EUA, a Belô.

2. A norte-americana Stone, símbolo da Revolução Cervejeira, anunciou que uma das cervejas que será feita para financiar sua nova fábrica em Berlim será em parceria com a curitibana Bodebrown (da união das duas já nasceu a Cacau IPA, dois anos atrás, quando o cervejeiro da Stone, Greg Koch, veio para cá).

3. Ainda, no mês que vem, o Delirium Café São Paulo abre as portas ali no Baixo Pinheiros.

Para acompanhar as novidades, sugiro aqui uma rodada de rótulos lançados recentemente por cervejarias brasileiras.

HOPPY NIGHT

Cervejaria: Tormenta

Origem: Curitiba (PR)

Preço: R$ 16 (355 ml)

Essa black IPA é o segundo rótulo da Tormenta. O primeiro é a Hoppy Day (IPA). Elas foram pensadas juntas, antes do lançamento oficial da cervejaria, em dezembro de 2013. Uma é diurna, tradicional, campestre; a outra, noturna, novidadeira, urbana. E ambas são muito boas, mas a Hoppy Night é demais. Escurona, é refrescante, amarga, com tostado leve e final bem seco. Tiago Beetz, o dono e cervejeiro, deixa clara sua intenção nas duas receitas: “Queremos o mínimo de malte, só o suficiente para equilibrar. A estrela é o lúpulo”.

TREMBÃO

Cervejaria: Urbana e Wäls

Origem: São Paulo

e Belo Horizonte

Preço: R$ 13 (300 ml)

Paulistano-mineira, a Trembão é fácil demais de beber, meu. Mas é bem difícil guardar seu estilo: trata-se de uma session IPA saison com adição de cidreira (traduzindo: session quer dizer com pouco álcool – aqui são 4% –, IPA quer dizer que ela tem aquela carga de lúpulo extra, saison é porque os cervejeiros usaram um fermento desse estilo belga, que dá complexidade à cerveja, com notas frutadas e aromas de condimentos, e cidreira todo mundo sabe o que é). Na prática, é muito leve, super refrescante e bem aromática.

SARAVÁ

Cervejaria: Burgman e

Cervejaria Nacional

Origem: Sorocaba e São Paulo (SP)

Preço: R$ 35 (600 ml)

Com 9% de álcool, essa russian imperial stout envelhecida em barril é uma cerveja mais cabeça. Tem toque ácido e todas as características de madeira e malte torrado: café, baunilha, chocolate. Bem inverno. A Saravá foi criada em 2012 na Cervejaria Nacional e ganhou versão especial neste ano. Fruto da união entre Alexandre Sigolo (Burgman) e Gustavo Hoffman (Cervejaria Nacional), foi maturada em barril de carvalho. A versão chope está engatada lá na Nacional (R$ 20, 260 ml).

MOCOTÓ

Cervejaria: Bamberg

Origem: Votorantim (SP)

Preço: R$ 16,90 (600 ml)

Esta só está à venda no Empório Mocotó (Av. N. S. do Loreto, 1.100, Vila Medeiros). Trata-se de uma keller helles feita com exclusividade para a casa pela Bamberg, especializada em fazer cervejas de estilo alemão. É uma helles, estilo tradicional de cerveja clara com origem em Munique. Keller quer dizer que a cerveja não passou por filtragem nem pasteurização, ou seja, está em seu estado mais completo – um pouco turva e cheia de sutilezas que se perdem nesses processos. Equilibrada, tem um amargor bem presente e permanente.

KAREL IV

Cervejaria: DUM

Origem: Curitiba (PR)

Preço: R$ 17 (355 ml)

Uma cerveja para os fortes, encorpada, amarga, bem intensa. Trata-se de uma lager daquelas que coloca ponto final em qualquer ideia de que essa família cervejeira tem menos graça, uma campanha que a DUM vem fazendo na prática desde o lançamento da Jan Kubis. Agora, com a Karel IV, criaram até um estilo, o king lager. Ela é tão parruda (são 8,4% de álcool) que não dá para beber muito – uma garrafinha pode ser dividida em duas pessoas (e seguida de uma Saravá, que também é da pesada, na linha complexa, e com 9%).

Ficou com água na boca?