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Três perguntas para: Marcelo Papa

Enólogo, que comanda a gigante chilena Concha Y Toro, lança safra comemorativa de 40 anos do Marques de Casa Concha

19 outubro 2016 | 20:24 por Isabelle Moreira Lima

Considerado um dos enólogos mais poderosos do Chile, Marcelo Papa, que comanda a Concha Y Toro, lança safra comemorativa dos 40 anos do Marques de Casa Concha. 

 

  Foto: Divulgação

Qual a mudança mais dramática do Marques de Casa Concha nessas quatro décadas? 

Quando nasceu, era feito para o consumidor local, que gostava de vinhos de guarda, com menos fruta e muita acidez. Entrei em 1998 e fui levando o vinho à modernidade, com mais fruta, madurez, madeira nova e assim foi por dez anos. Mas isso cansou e há seis anos passei a procurar menos opulência e mais elegância, equilíbrio entre fruta, taninos e acidez, além da marca do terroir, como a da Cabernet Sauvignon do Maipo. 

Ficou com água na boca?

E o que alterou na produção para alcançar esse vinho?

Antes colhíamos no último dia aceitável, com a fruta sobremadura. Hoje, colho na maturação fenólica exata, três semanas antes. O uso da madeira mudou, com apenas 20% de madeira nova e tonéis maiores, de 5 mil litros. 

Há movimento semelhante no Casillero del Diablo?

Não. O Casillero é um vinho mais macio, quem vai tomar não quer complicação de terroir, de nada. E nem poderia ter, pois é feito com cepas de muitas regiões. O que buscamos é um equilíbrio interessante para o consumidor. 

Rótulo do Marques de Casa Concha

Rótulo do Marques de Casa Concha Foto: Divulgação

Ficou com água na boca?