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Uma base, cinco drinques. Aprenda a fazer 4 variações do negroni

Ale D'Agostino, barman do Spot, ensina o preparo de drinques com gim, bourbon, tequila e cachaça

07 junho 2016 | 18:38 por Redação Paladar

Um destilado, um vermute, um amaro. Essa é a estrutura.

O amaro, como bem diz o nome em italiano, traz o amargor. O vermute, um toque de doçura. O primeiro é um tipo de licor amargo, normalmente feito com infusão de plantas e ervas - seu representante mais famoso é o Campari. O segundo é preparado à base de vinho, fortificado com alguma bebida de maior teor alcoólico e aromatizado com ervas e especiarias, podendo ser branco ou tinto.  

A tríade ganhou fama com o negroni, que leva partes iguais de gim, vermute tinto e Campari. Mas ele não foi o primeiro. No século 19, costumava-se tomar em Milão um mistura de Campari (de Milão) e Punt e Mes (vermute doce, de Turin), chamada de Milano-Torino. Em 1860, percebeu-se que os viajantes americanos gostavam de beber o drinque com um pouco de água com gás. Surgia o americano, outro ícone da coquetelaria.  

Em 1919, em Florença, o conde Camillo Negroni pediu para o barman Fosco Scarselli desse uma "levantada" no americano, deixando-o mais alcoólico. Scarselli tirou a água com gás, colocou gim e criou um clássico.  

Firmada a estrutura, diversas variações são possíveis. No vídeo, Ale D'Agostino, barman do Spot, mostra os clássicos e três variações: 

- Sai o gim, entra bourbon: boulevardier. Criado em 1927 por Harry McElhone, fundador do Harry’s New York Bar em Paris, para um jovem americano que mudado para a cidade para publicar uma revista literária, The Boulevardier.   

- Sai o gim, entra tequila: rosita. Finalizado com gotas de angostura e uma fatia de limão-siciliano. 

- Sai o gim, entra cachaça: cachaça-negroni. Um olhar brasileiro para um clássico, com limão tahiti.  

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