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Vallontano de 2000 a 2007

Por Cibele Freire

29 junho 2012 | 17:27 por redacaopaladar

As garrafas de cabernet sauvignon reserva da vertical de Vallontano (Foto: Heloisa Lupinacci/AE)

A degustação Vertical de cabernet sauvignon da Vallontano, comandada por Luis Henrique Zanini e acompanhada pelo editor-assistente e colunista de vinhos do Paladar Luiz Horta, mal havia começado e os elogios ao Reserva 2000 já predominavam. A degustação com clima de conversa entre amigos foi de 2000 a 2007. 

A Vallontano, vinícola que fica no Vale dos Vinhedos gaúcho, trouxe garrafas de 2000, 2002, 2004, 2005 e 2007, servidas em ordem de produção. A filosofia de respeitar solo e clima transpareceu na diferença entre cada garrafa.

Enquanto o Reserva 2000 tinha 12% de teor alcoólico e apresentava notas de chocolate, caramelo e um fundo folhoso, o Reserva 2002, com 12,5%, demonstrava acidez mais controlada com toque mineral e taninos macios. A prova do Reserva 2004 (13,8%) mostrou acidez maior do que todas as outras safras, com taninos mais presentes, mais secos e um fundo de couro.

Neste ponto da degustação, Zanini e Horta ressaltaram a importância de respeitar a acidez característica do vinho nacional, o que lhe confere personalidade própria. “As pessoas ainda entendem acidez como um defeito, mas pode ser um trunfo”, explicou o jornalista. “Corrigir a acidez deixa todos os vinhos iguais e a graça é sentir as diferenças entre produtores e safras”, completou.

Os últimos dois vinhos degustados serviram para demonstrar o ponto de Horta. Feitos pelo mesmo produtor e com uvas das mesmas videiras, o Reserva 2005, favorito na sala, tinha 13% de álcool e, generoso na boca, apresentava notas de tabaco e goiaba. Já o 2007, com apenas 11,8% de teor alcoólico, não chegou a ser feito como reserva. É um vinho fácil, de consumo mais rápido, pouco  e pouca acidez.

Ficou curioso? O Vallontano Reserva 2005 custa R$ 53,50 e pode ser comprado na Mistral.

Ficou com água na boca?