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Vinhos de verão até R$ 65

Para entrar nesta prova, não bastava ser bom para o calor – os vinhos precisavam também custar até R$ 65. Os sommeliers fizeram 10 sugestões, nós compramos os vinhos e provamos juntos. Resultado: elegemos 6 rótulos.

09 dezembro 2015 | 19:34 por redacaopaladar

Por Isabelle Moreira Lima

A menos de duas semanas do início do verão, preparamos um painel de degustação com vinhos ideais para o calor. E, no espírito do tempo – de alta do dólar e de novo IPI –, fomos rígido (e criativos) no que diz respeito ao preço: nesta seleção, nada pode passar de R$ 65.

Pedimos para quatro especialistas selecionarem dez rótulos e nos reunimos no bar Canaille para provar – elegemos os seis melhores, sem preconceitos, incluímos brancos, rosés e tintos (sim, eles são permitidos!). Participaram do painel os sommeliers Marcos Martins (Tête à Tête), Gabriela Bigarelli (Maní e Manioca), Marina Bertolucci (Canaille) e Paulo Brammer, sócio da escola EnoCultura, além da repórter do Paladar, Isabelle Moreira Lima.

 

Fresco. Vinho para combater o calor precisa ser leve e ter uma boa acidez. FOTO: John Kolesidis/Reuters

A boa notícia é que você não precisa dar um tempo na adega e se jogar em coquetéis cítricos ou cervejas refrescantes. O calor também pede vinhos. Desde que sejam leves e frescos, isto é, com bons níveis de acidez. Intensidade de sabor e taninos baixos, no caso dos tintos, também são bem-vindos. Algumas cepas populares para os dias quentes são a branca Sauvignon Blanc e as tintas Syrah, a Pinot Noir e a Garnacha.

No caso dos brancos, prefira safras mais recentes: quanto mais jovem, mais fresco. E não se espante se os vinhos vierem com tampa screwcap no lugar da rolha, uma vez que não precisam envelhecer.

Na hora de servir, lembre-se: o verão permite uma temperatura mais baixa da garrafa – mesmo mantida num balde com gelo, a bebida vai esquentar aproximadamente 2ºC por hora, por causa do calor. Brancos devem ser mantidos a 10°C, rosés, a 12ºC e espumantes a 8ºC. Tintos, servidos frescos a 14°C.

MANCURA ETNIA SAUVIGNON BLANC

Origem: Vale Central, Chile

Preço: R$ 39, na Grand Cru

Bom custo benefício, este Sauvignon Blanc do Chile tem cor amarelo palha e aromas de frutas tropicais. De corpo leve e muito frescor, tem certo dulçor. Sua gradação alcoólica é de 13%. É fácil de beber e vai bem num fim de tarde quente ou para abrir uma festa. Pode acompanhar canapés com salmão, ricota e palmito.

PORTA 6 BRANCO 2014

Origem: Lisboa, Portugal

Preço: R$ 57, na Dom Castilho

Este corte de Fernão Pires (60%), Arinto (30%) e Moscatel (10%) com 12,5% de álcool e três meses de estágio em barrica foi uma excelente surpresa: um vinho divertido e leve. Amarelo palha, apresentou agradável aroma floral e notas de fruta fresca. Na boca, é equilibrado e complexo. Acompanha bem frutos do mar e pratos com ervas, como um molho pesto.

DOMAINE PAUL MAS CLAUDE VAL ROSÉ 2014

Origem: Pays d’Oc, Françal

Preço: R$ 65,50, na Decanter

Este corte de Grenache (50%), Cinsault (30%) e Syrah (20%), com 13% de álcool, tem aromas animais, de resina e de morango. Na boca, boa acidez com algo de salinidade. Um dos campeões do painel, pode ser uma estrela do jantar. Vai bem com carnes brancas e até peru de Natal.

CANTAGUA VARIETAL MERLOT 2014

Origem: Vale de Curicó, Chile

Preço: R$ 55, na Celebrai

Este é um Merlot para quem gosta de Merlot. Com aromas de frutas frescas, é equilibrado, com boa acidez, taninos macios e algo mentolado. É redondo e comportado. Tem 13% de álcool e corpo médio. Harmoniza com massas e grelhados sem molho. Recomendado para churrascos com diferentes tipos de carne e legumes.

EXPRESSION ROUGE 2014 CHÂTEAU DE BEAUBOIS

Origem: Côtes du Rhône, França

Preço: R$ 59, na Delacroix

Este tinto orgânico levíssimo, com aromas de frutas frescas, é agradável e fácil, com 13% de álcool. Generoso, mostra ótima expressão de Grenache, que tem 30% de participação no corte, com Syrah (70%). Ótimo custo benefício, pode ser o protagonista da noite, sem acompanhamentos.

MONTADO 2014

Origem: Alentejo, Portugal

Preço: R$ 32,90, no Pão de Açúcar

Produzido por José Maria da Fonseca, este é o vinho com maior teor de álcool da seleção, com 14,5%, o mais encorpado e o mais barato. Rústico, entrou na seleção para fechar o jantar de verão. Vai bem com massa com molho de tomate e manjericão ou caldeirada de mexilhões.

>> Veja a íntegra da edição de 10/12/2015

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