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Isabelle Moreira Lima

Vinícola é responsável por três 'revoluções' no vinho argentino

Produtor Nicolás Catena mudou estilo da Malbec, iniciou plantio em altitude em Mendoza e estudos de microterroirs em vinhedo

24 maio 2017 | 18:55 por Isabelle Moreira Lima

Não é exagero dizer que Nicolás Catena, economista de formação e com um forte passado acadêmico, revolucionou o vinho argentino. Após uma visita à vinícola de Robert Mondavi, na Califórnia, onde viveu e lecionou, foi acometido por uma ideia fixa:  fazer um grande vinho na Argentina.

Nicolás Catena, o economista argentino que decidiu fazer um grande vinho no país

Nicolás Catena, o economista argentino que decidiu fazer um grande vinho no país Foto: Divulgação

Em 1984, mudou o estilo da bebida então oxidada para algo mais frutado com um toque de tostado, no que ficou conhecido como a primeira revolução. A segunda revolução viria em 1992, quando decidiu plantar em altitude em Mendoza. A ideia surgiu ao ter os brios feridos, quando seu melhor vinho foi comparado um “bom Languedoc”, região francesa de vinhos de larga escala e clima quente. Para ele ficou claro que precisava de temperaturas mais baixas e o jeito seria subir em altitude -- a cada 100 metros, ganharia 1°C.

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Em Gualtallary, a cerca de mil metros do nível do mar, nascia o vinhedo Adrianna, hoje a joia da coroa da Catena Zapata. A primeira vinificação mostrou cor intensa e complexidade, com aromas e sabores de flores e frutas vermelhas, muita maciez e um baixo ph. 

É deste vinhedo que saem hoje os cinco rótulos top da vinícola, dois Chardonnay e três Malbecs, feito a partir de parcelas únicas estudadas por sua filha Laura Catena, diretora do Catena Wine Institute e que representa a terceira revolução da bodega: estudar cada microterroir para entender o que garante qualidade a um vinho.

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