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A história secreta de Frank Bruni

Divulgada quinta-feira passada, a notícia da saída de Frank Bruni da crítica de restaurantes do The New York Times, não parou de repercutir. Embora ele ainda fique no jornal até agosto, quando lança suas “memórias gastronômicas”, trechos do livro vazaram e já criam a expectativa de um best-seller instantâneo para os foodies.

21 maio 2009 | 19:22 por redacaopaladar

A New York Magazine conseguiu dar uma espiada em Born Round: The Secret of a Full-Time Eater. Os trechos publicados no site da revista, mostram um Bruni totalmente surpreendente: quem imaginaria que o crítico é gordo (a única foto dele conhecida, que está em todas as cozinhas de Nova York é antiga), gay assumido e já foi bulímico?

Em Born Round, ele aposenta para sempre a persona reservada e revela íntimidades desconcertantes, como sua compulsão por comida, a adolescência tumultuada, pontuada por anfetaminas e laxantes, além da constante batalha contra o peso – ele confessa ter se tornado um gay celibatário por constrangimento com o próprio corpo.

Famoso, mas sem ser conhecido, Bruni sempre prezou o anonimato e dificultava a vida dos restaurantes. O site Eater publicou semana passada um texto muito engraçado que conta a luta dos restaurateurs para reconhecer o crítico. Um deles diz: “Todos os homens quarentões e um pouco afeminados de Nova York que chegavam para comer sózinhos ganharam tratamento V.I.P. na cidade. Nada melhor para um cliente que parecer com a imagem que tínhamos de Frank Bruni…”

Quando visitava uma casa sempre usava nomes falsos: Pat Reynolds, J.T. Martinson, Robin Parker. Chegou a ir ao elegantíssimo Per Se “meio disfarçado” com óculos púrpura, barba por fazer, com visual digno de um “ator pornô decadente”.

Até agora o timing da operação de lançamento do livro tem sido perfeito. Ele parece ter tudo calculado, sabendo que será impossível continuar a carreira de crítico depois da publicação. Além das revelações sobre sua vida privada, não é todo dia que um renomado e sofisticado frequentador de restaurantes admite ter usado o chão do carro como lata de lixo, onde atirava as carcaças de galinha que consumia enquanto dirigia…

Ficou com água na boca?