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Ações solidárias: empresas do setor alimentício doam alimentos e promovem campanhas

Grandes empresas, como Cacau Show e Ambev, fazem a sua parte em meio a pandemia da covid-19, com doações de alimentos e dinheiro

09 de abril de 2020 | 19:21 por Renata Mesquita, O Estado de S.Paulo

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Dá até para começar a acreditar em coelhinho da Páscoa. Na última quarta-feira (8) a gigante de chocolate Cacau Show divulgou que irá doar 1 milhão de ovos de Páscoa até domingo. A empresa não é a única a se mobilizar nesse momento de incertezas causadas pelo surto do novo coronavírus: outras gigantes do setor de alimentação vêm promovendo campanhas solidárias pelo País.

No caso da Cacau Show, o projeto chamado "Páscoa do Bem" vai destinar a ONGs, empresas de serviços essenciais, comunidades vulneráveis e hospitais de todo o País. De acordo com a empresa, as doações representam cerca de R$ 30 milhões. Além dos ovos, a Cacau Show divulgou já ter doado cerca de R$ 1,4 milhão em chocolates de todas as linhas da marca para instituições de saúde e R$ 1 milhão para o Estado de São Paulo para a compra de respiradores. 

Alexandre Costa, presindente fundador da Cacau Show, fabricante de chocolates que vai 1 milhão de ovos de Páscoa 

Alexandre Costa, presindente fundador da Cacau Show, fabricante de chocolates que vai 1 milhão de ovos de Páscoa  Foto: Sergio Neves

Enquanto isso, a rede de lanchonetes Burger King anunciou que irá destinar 1 milhão de reais para a compra de máscaras e luvas, os equipamentos de proteção individual (EPI's). O montante será dividido entre instituições de saúde vinculadas ao SUS. A empresa também se comprometeu em doar aproximadamente 10 toneladas de alimentos para o Banco de Alimentos, ONG que atende pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Já gigante de cervejas Heineken lançou o movimento "Brinde do Bem". O projeto visa ajudar bares e restaurantes que viram seu faturamento cair drasticamente em razão da pandemia de covid-19, que os obrigou a fechar as portas por tempo indeterminado. 

Funciona assim: entre 3 de abril e 31 de maio, o cliente entra na plataforma de crowdfunding Abacashi, escolhe um dos bares cadastrados e contribui com os valores predefinidos na página (entre R$ 25 e R$ 100). A contribuição será revertida em consumação, que poderá ser resgatada no bar escolhido (são mais de 1 mil estabelecimentos cadastrados; o seu bar do coração pode estar lá), assim que as atividades forem normalizadas. A cervejaria se compromete a pagar para o bar o dobro da sua contribuição.  Para participar do movimento, os donos de bares de todo o Brasil devem entrar na plataforma, preencher o cadastro e criar gratuitamente uma campanha de arrecadação para seu bar. 

Outra empresa do ramo que lançou um projeto para ajudar seus parceiros foi a Stella Artois. Da fabricante Ambev, criou o movimento “Apoie Um Restaurante”, que doa dinheiro para os estabelecimentos a partir de uma plataforma desenvolvida em parceria com a startup ChefsClub. Nesta versão, os consumidores devem acessar o site e comprar um voucher no valor de R$ 50 reais.

No futuro — breve, esperamos —, quando as casas estiverem novamente funcionando, o cliente poderá trocar por produtos no valor R$ 100. O cliente ganha 50% de desconto na compra e a empresa paga a outra metade e o restaurante ou bar arrecada a receita hoje, mesmo de portas fechadas. De acordo com a Ambev, o valor será 100% revertido aos estabelecimentos.

A fintech brasileira de meios de pagamento Stone também desenvolveu uma plataforma para ajudar os estabelecimentos do setor. Com apoio da Collact, startup de programa de fidelidade dentro da maquininha, lançou o projeto chamado Compre Local, que nada mais é que uma plataforma que visa ajudar os pequenos negócios a divulgar seu delivery durante a quarentena. A ideia é ajudar empreendedores do todo Brasil, independente se eles são clientes da marca ou não.

De maneira gratuita, qualquer empreendedor pode se inscrever no formulário e divulgar seu delivery nas plataformas da startup. Mais de 2 mil negócios já se cadastraram em apenas duas semanas — sendo a maioria (40%) do ramo de alimentação. Até o fim de abril, o objetivo é ter 20 mil estabelecimentos disponíveis no site do Compre Local.

Chefs da cidade também estão por trás de diferentes ações sociais. De portas fechadas para o público, restaurantes como Aizomê, Mocotó, Isla e Bar da Dona Onça, arrecadam, preparam e doam refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade, na tentativa de amenizar os efeitos sociais e econômicos da pandemia de covid-19.

 

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